André Braz

Mestre em Economia pela Universidade Federal Fluminense e Finanças e Economia Empresarial pela EPGE/FGV. É economista e pertence ao staff da Superintendência Adjunta para Inflação desde 1989, onde trabalha como coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da FGV.

Alimentos reduzem inflação das famílias de baixa renda

Os preços dos gêneros alimentícios vêm registrando importante declínio nos últimos meses. Segundo o IPC-C1[1]/FGV, índice de inflação voltado às famílias mais pobres, os itens componentes da cesta básica registraram queda de 5,3% entre agosto de 2016 e julho de 2017. Entre os destaques, vale citar o comportamento dos preços de alimentos essenciais: batata (-56,8%), feijão carioca (-48,3%), leite (-23,9%), banana (-15,5%) e arroz (-1,75%).

Cenário bom para a inflação não é só no curto prazo

A expectativa do mercado para inflação de 2017 – segundo pesquisa Focus do Bacen – registrou recuo de 1 ponto percentual no primeiro trimestre, passando de 4,7% para 3,7%. Esse ajuste, promovido em curto espaço de tempo, foi o mais forte dos últimos 12 meses.

Motivação não falta para a construção de um cenário mais otimista para a inflação no curto prazo. Todos os indicadores que procuram captar a tendência dos preços – desconsiderando distúrbios temporários – só confirmam a desaceleração da inflação. 

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