Bruno Ottoni

Formou-se em economia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Fez mestrado e doutorado em economia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Atualmente, trabalha no Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV). Pesquisa na área de microeconomia aplicada com ênfase em economia do trabalho.

Por que existe tanta informalidade entre os brasileiros que trabalham em tempo parcial?

O trabalho em tempo parcial é muito comum no Brasil. Para se ter uma ideia da relevância destas jornadas reduzidas em nosso país, que compreendem menos de 40 horas de trabalho por semana, basta dizer que existiam, no último trimestre de 2017 (dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), quase 25 milhões de brasileiros empregados em tempo parcial (ver tabela 1). Destes, apenas uma minoria se dizia insatisfeita com o número de horas trabalhadas.

A ciência e o crescimento econômico brasileiro

Na esfera do debate público predominam dois tipos de argumento, que são: (i) o opinativo e (ii) o científico. O primeiro tem natureza bastante abrangente. Pode tanto ser sincero quanto desonesto. Por um lado, em muitos casos o argumento opinativo parte de um observador bem-intencionado, que utiliza a lógica juntamente com alguns casos conhecidos, para extrair conclusões e propor soluções.

Trabalho intermitente: os benefícios deveriam ser proporcionais às horas trabalhadas

A reforma trabalhista, que entrou em vigor no mês de novembro deste ano, introduziu o contrato de trabalho intermitente. Nessa nova forma de contratação, o serviço prestado pelo trabalhador não ocorre de maneira contínua, havendo, na verdade, alternância entre períodos de atividade e momentos de inatividade. O contrato de trabalho intermitente funciona da seguinte maneira:  a firma emprega um funcionário que fica à sua disposição até ser “convocado” para trabalhar.

Reforma trabalhista pode ajudar na formalização de milhões de trabalhadores

O mercado de trabalho brasileiro apresenta elevado grau de informalidade. Por exemplo, cálculos feitos por meu colega Bernardo Coelho (IBRE FGV), utilizando dados referentes ao segundo trimestre de 2017, sugerem que 46,4% dos brasileiros estavam no mercado informal naquele período.

Avanço da subocupação reforça projeção de retomada lenta do mercado de trabalho

Nos últimos meses a taxa de desemprego tem caído acentuadamente. A desocupação, que estava em 13,7% em março, apresentou queda significativa, chegando a de 13,0% em junho (Gráfico 1).

O ritmo mais acelerado da queda do desemprego vem aumentando o otimismo dos analistas em relação à perspectiva de uma recuperação mais forte do mercado de trabalho.

O desempenho do mercado de trabalho não deve ajudar o governo na eleição de 2018

Analistas políticos sugerem que a situação econômica pode, em muitos casos, ser determinante para o resultado de uma eleição. Nos Estados Unidos da América (EUA) a percepção de que o desempenho econômico pode ser relevante em uma disputa eleitoral ganhou notoriedade com a frase “it´s the economy stupid” atribuída ao estrategista político, e chefe da campanha de Bill Clinton a presidência em 1992, James Carville.

Flexibilização de contrato de trabalho deve reduzir informalidade das mulheres

O Congresso está discutindo uma nova reforma trabalhista. Dentre os itens incluídos na proposta, um em especial, a tentativa de flexibilização da jornada, tem sido alvo de inúmeras críticas. Dois exemplos dessa flexibilização contempladas na reforma são a criação do contrato de trabalho intermitente e a permissão para negociação coletiva da jornada de trabalho. No primeiro caso, o novo contrato de trabalho intermitente permite que o funcionário seja pago somente pelas horas de serviço de fato prestadas.

Como deve ser distribuído o ônus da reforma da Previdência?

Este é o terceiro post e último post de uma série sobre a reforma da Previdência. Neste último texto pretendo discutir sobre como deve ser distribuído o ônus da reforma. Ou seja, pretendo responder aqui à seguinte pergunta: quais são os grupos que devem pagar a maior parte da conta para que o governo consiga restaurar o equilíbrio fiscal?

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