Bruno Ottoni

Formou-se em economia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Fez mestrado e doutorado em economia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Atualmente, trabalha no Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV). Pesquisa na área de microeconomia aplicada com ênfase em economia do trabalho.

Reforma trabalhista pode ajudar na formalização de milhões de trabalhadores

O mercado de trabalho brasileiro apresenta elevado grau de informalidade. Por exemplo, cálculos feitos por meu colega Bernardo Coelho (IBRE FGV), utilizando dados referentes ao segundo trimestre de 2017, sugerem que 46,4% dos brasileiros estavam no mercado informal naquele período.

Avanço da subocupação reforça projeção de retomada lenta do mercado de trabalho

Nos últimos meses a taxa de desemprego tem caído acentuadamente. A desocupação, que estava em 13,7% em março, apresentou queda significativa, chegando a de 13,0% em junho (Gráfico 1).

O ritmo mais acelerado da queda do desemprego vem aumentando o otimismo dos analistas em relação à perspectiva de uma recuperação mais forte do mercado de trabalho.

O desempenho do mercado de trabalho não deve ajudar o governo na eleição de 2018

Analistas políticos sugerem que a situação econômica pode, em muitos casos, ser determinante para o resultado de uma eleição. Nos Estados Unidos da América (EUA) a percepção de que o desempenho econômico pode ser relevante em uma disputa eleitoral ganhou notoriedade com a frase “it´s the economy stupid” atribuída ao estrategista político, e chefe da campanha de Bill Clinton a presidência em 1992, James Carville.

Flexibilização de contrato de trabalho deve reduzir informalidade das mulheres

O Congresso está discutindo uma nova reforma trabalhista. Dentre os itens incluídos na proposta, um em especial, a tentativa de flexibilização da jornada, tem sido alvo de inúmeras críticas. Dois exemplos dessa flexibilização contempladas na reforma são a criação do contrato de trabalho intermitente e a permissão para negociação coletiva da jornada de trabalho. No primeiro caso, o novo contrato de trabalho intermitente permite que o funcionário seja pago somente pelas horas de serviço de fato prestadas.

Como deve ser distribuído o ônus da reforma da Previdência?

Este é o terceiro post e último post de uma série sobre a reforma da Previdência. Neste último texto pretendo discutir sobre como deve ser distribuído o ônus da reforma. Ou seja, pretendo responder aqui à seguinte pergunta: quais são os grupos que devem pagar a maior parte da conta para que o governo consiga restaurar o equilíbrio fiscal?

Qual deve ser a magnitude da Reforma da Previdência?

Apresento hoje o segundo de uma série de três textos sobre a reforma da Previdência. No primeiro, defendi a necessidade da realização de uma reforma do atual sistema previdenciário brasileiro. Neste segundo artigo, procuro tratar da magnitude da reforma. Mais precisamente, pretendo responder a seguinte pergunta: qual deve ser a magnitude das mudanças a serem realizadas no atual sistema de previdência brasileiro, para garantir um gasto com as aposentadorias que seja compatível com o grau de envelhecimento da população do país?

A Reforma da Previdência é necessária?

Este é o primeiro de três textos em que procuro organizar o debate sobre a reforma da Previdência. Em geral, análises sobre o tema costumam misturar três aspectos distintos da reforma, que, na minha visão, devem ser discutidos separadamente. São eles: necessidade, magnitude e distribuição do ônus. Neste primeiro texto, falarei sobre o primeiro aspecto. Mais precisamente, procurarei responder a seguinte pergunta: a reforma da Previdência é necessária?

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