Claudio Considera

Quem diria?

Há um ano e meio o Brasil atravessava uma turbulência política e uma recessão sem precedentes, com grave ameaça de retorno a taxas de inflação de dois dígitos, que em maio de 2016 era de 9,3%. Quem diria que haveria, ano e meio depois do impeachment de Dilma, analistas econômicos reclamando que o Banco Central exagerou e reduziu demais (abaixo da meta) a taxa de inflação.

Na atividade, copo meio vazio, copo meio cheio

A recente divulgação do indicador de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br), com queda na taxa dessazonalizada, ganhou manchetes espetaculares nos jornais, tal como: “a economia brasileira levou mais um tombo no mês de maio”. A despeito de verdadeira, trata-se de uma informação que falseia e esconde alguns resultados positivos.

Sinais de esperança no PIB do 1º tri

Embora previsto, foi com certo desapontamento que o bom resultado do PIB do primeiro trimestre deste ano foi recebido: o PIB cresceu 1% comparado ao quarto trimestre de 2016 e apresentou resultado negativo de 0,4% comparado ao mesmo trimestre do ano anterior. O primeiro número indica uma tendência positiva, embora a velocidade pareça estar superdimensionada.  

De onde vem nossa crença no Estado onisciente?

Em excelente artigo publicado no jornal Valor Econômico em 5 de maio, Armando Castelar Pinheiro, utilizando-se do ferramental de Yuval Harari em "Sapiens: Uma breve história da humanidade", atribui o sucesso do homo sapiens em relação a outros homos que o antecederam ou que com ele conviveram à sua capacidade de compartilhar narrativas imaginadas e tratá-las como se realidade fossem. 

O legado da irresponsabilidade

Em livro recentemente lançado, Claudia Safatle, João Borges e Ribamar Oliveira detalham os bastidores da crise econômica que mergulhou o país na pior recessão de sua história. Esta recessão, que se iniciou no segundo trimestre de 2014, segundo o Comitê de Datação dos Ciclos Econômicos com sede na Fundação Getúlio Vargas, prossegue sem sinais claros de reversão.

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