Fernando de Holanda Barbosa Filho

Pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-IBRE) desde 2006. Formado na Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1998, com mestrado em Economia pela Escola da Pós-Graduação de Economia da Fundação Getulio Vargas (EPGE-FGV) em 2001 e pela New York University (NYU) em 2005 e PhD em Economia pela New York University (NYU) em 2006. Foi secretário Adjunto de Política Econômica em 2015. Seus trabalhos recentes focam em mercado de trabalho, produtividade, capital humano, desenvolvimento e crescimento econômico.

Caos fiscal do Rio de Janeiro deveria ser um sinal de alerta para o Brasil

A crise econômica pela qual passa a economia brasileira advém principalmente de um problema fiscal de caráter estrutural que exigirá ao longo dos próximos anos um ajuste de pelo menos 4% do PIB. Ou seja, o governo federal terá que melhorar seu resultado estrutural, seja com redução de despesas ou elevação de impostos. A magnitude do ajuste necessário é superior ao realizado durante o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso. Uma tarefa inglória.

Sem reforma da Previdência, Brasil pode virar Rio de Janeiro

O mês de maio será decisivo para o governo do Presidente Michel Temer e para o país. A reforma da Previdência deverá ser votada até o fim deste mês no Congresso Nacional. A aprovação da reforma fará com que os agentes mantenham a confiança de que a casa está sendo arrumada e de que, apesar do elevado déficit das contas públicas, os problemas estruturais da economia brasileira estão sendo enfrentados. 

Repartição Versus Capitalização

A previdência brasileira funciona em um sistema de repartição, no qual os trabalhadores contribuem para o pagamento dos aposentados. Devido ao envelhecimento populacional, o atual sistema não se sustenta e demanda reformas urgentes, como a proposta pelo governo. Entretanto, a reforma não solucionará todos os problemas. Primeiramente, como é praxe nos processos democráticos, a reforma proposta sofrerá alterações, reduzindo as “correções” propostas e, desta forma, diminuindo seu alcance.

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