Fernando Veloso

PhD em Economia pela University of Chicago. Pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getulio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro e professor da Escola de Pós-Graduação em Economia (EPGE) da FGV/RJ. Pesquisador associado do Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento Econômico da FGV/RJ. Autor de diversos artigos publicados em revistas acadêmicas nacionais e internacionais nas áreas de crescimento e desenvolvimento econômico, educação e políticas públicas. Foi coorganizador dos livros “Causas e Consequências da Informalidade no Brasil” e “Anatomia da Produtividade no Brasil. É colunista do Broadcast.

A Agenda de Reformas Microeconômicas do Senado

Em março deste ano, o Senador Tasso Jereissati, presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, criou um grupo de trabalho encarregado de apresentar propostas de reformas microeconômicas.*

Nesta terça-feira, o relatório do Senador Armando Monteiro, coordenador do grupo de trabalho, foi aprovado na CAE (Parecer (SF) 124/2017 ao Requerimento da CAE no. 7, de 2017).

O texto faz um diagnóstico abrangente sobre os determinantes da baixa produtividade do Brasil e apresenta uma agenda legislativa de reformas.

Cenário internacional benigno?

Nas últimas semanas tem ocorrido um ajuste significativo nos preços de ativos de mercados emergentes. Esses movimentos refletem a normalização da política monetária nas economias avançadas.

Duas semanas atrás o Banco da Inglaterra elevou a taxa de juros pela primeira vez em uma década, de 0,25% para 0,50%. Embora o Fed tenha mantido a taxa de juros americana entre 1% e 1,25%, é muito provável um aumento em dezembro.

A explosão dos subsídios desde 2007

O governo enfrenta grande dificuldade de cumprir a meta fiscal deste ano, mesmo após ter elevado a alíquota de PIS/Cofins sobre combustíveis e o volume de recursos contingenciados.Nesse contexto, é bastante oportuna a divulgação recente de uma nota técnica da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (SEAE), que calcula o montante dos subsídios concedidos pelo governo federal nos últimos dez anos.

O colapso de um modelo

Depois de 11 trimestres de recessão e queda acumulada do PIB de 9% até dezembro de 2016, os dados recentes indicavam o início de uma recuperação cíclica da economia. O resultado do PIB do primeiro trimestre de 2017 de fato mostrou crescimento de 1% em relação ao trimestre anterior, em base dessazonalizada, mas diversas análises põem em dúvida a robustez da almejada recuperação.​

Não existem atalhos para o desenvolvimento

Uma ideia que tem tido papel central nas políticas adotadas no Brasil desde o pós-guerra é a de que existem atalhos para o desenvolvimento. Em particular, o caminho para a elevação da produtividade seria a adoção de incentivos e mecanismos de proteção para setores específicos.

Esse diagnóstico fundamentou a política de substituição de importações entre 1950 e 1980 e, recentemente, as políticas industriais implantadas sob a Nova Matriz Econômica.

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