Fernando Veloso

PhD em Economia pela University of Chicago. Pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getulio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro e professor da Escola de Pós-Graduação em Economia (EPGE) da FGV/RJ. Pesquisador associado do Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento Econômico da FGV/RJ. Autor de diversos artigos publicados em revistas acadêmicas nacionais e internacionais nas áreas de crescimento e desenvolvimento econômico, educação e políticas públicas. Foi coorganizador dos livros “Causas e Consequências da Informalidade no Brasil” e “Anatomia da Produtividade no Brasil. É colunista do Broadcast.

Uma proposta de reforma da Previdência do setor público

Enquanto as perspectivas de aprovação da proposta de reforma da previdência enviada pelo governo ao Congresso parecem cada vez menores, uma reunião esta semana de vários governadores com o presidente da Câmara Rodrigo Maia deu início à discussão de uma proposta de criação de fundos de pensão para os regimes dos servidores da União, estados e municípios.

O Novo Paradoxo da Produtividade e o Futuro do Emprego

Enquanto o debate sobre crescimento no Brasil não vai muito além de aspectos relacionados à retomada cíclica da economia, na Europa e nos Estados Unidos o grande tema é o efeito das novas tecnologias de automação e inteligência artificial sobre a produtividade e o emprego. Esse foi um dos principais tópicos discutidos no Fórum Econômico Mundial de Davos, e tem sido foco de inúmeras publicações na mídia e na academia.

Neste texto discutirei essa questão, começando pelo impacto das novas tecnologias sobre a produtividade.

A Agenda de Reformas Microeconômicas do Senado

Em março deste ano, o Senador Tasso Jereissati, presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, criou um grupo de trabalho encarregado de apresentar propostas de reformas microeconômicas.*

Nesta terça-feira, o relatório do Senador Armando Monteiro, coordenador do grupo de trabalho, foi aprovado na CAE (Parecer (SF) 124/2017 ao Requerimento da CAE no. 7, de 2017).

O texto faz um diagnóstico abrangente sobre os determinantes da baixa produtividade do Brasil e apresenta uma agenda legislativa de reformas.

Cenário internacional benigno?

Nas últimas semanas tem ocorrido um ajuste significativo nos preços de ativos de mercados emergentes. Esses movimentos refletem a normalização da política monetária nas economias avançadas.

Duas semanas atrás o Banco da Inglaterra elevou a taxa de juros pela primeira vez em uma década, de 0,25% para 0,50%. Embora o Fed tenha mantido a taxa de juros americana entre 1% e 1,25%, é muito provável um aumento em dezembro.

A explosão dos subsídios desde 2007

O governo enfrenta grande dificuldade de cumprir a meta fiscal deste ano, mesmo após ter elevado a alíquota de PIS/Cofins sobre combustíveis e o volume de recursos contingenciados.Nesse contexto, é bastante oportuna a divulgação recente de uma nota técnica da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (SEAE), que calcula o montante dos subsídios concedidos pelo governo federal nos últimos dez anos.

O colapso de um modelo

Depois de 11 trimestres de recessão e queda acumulada do PIB de 9% até dezembro de 2016, os dados recentes indicavam o início de uma recuperação cíclica da economia. O resultado do PIB do primeiro trimestre de 2017 de fato mostrou crescimento de 1% em relação ao trimestre anterior, em base dessazonalizada, mas diversas análises põem em dúvida a robustez da almejada recuperação.​

Não existem atalhos para o desenvolvimento

Uma ideia que tem tido papel central nas políticas adotadas no Brasil desde o pós-guerra é a de que existem atalhos para o desenvolvimento. Em particular, o caminho para a elevação da produtividade seria a adoção de incentivos e mecanismos de proteção para setores específicos.

Esse diagnóstico fundamentou a política de substituição de importações entre 1950 e 1980 e, recentemente, as políticas industriais implantadas sob a Nova Matriz Econômica.

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