Julio Mereb

Mestre em Economia pela PUC-Rio com dissertação na área de política fiscal e ciclo econômico. Atualmente, é pesquisador do IBRE/FGV com foco em atividade econômica e inflação. Nos últimos três anos, trabalhou no mercado financeiro, cobrindo atividade e contas fiscais no Brasil.

Aumento de impostos e juros baixos: como conciliar?

Nas últimas duas semanas, dois fatos novos surgiram no cenário macroeconômico brasileiro. Primeiro, no dia 20/07, o governo anunciou o cavalar aumento do PIS/COFINS sobre combustíveis, cuja aplicação, a despeito de contratempos gerados por uma liminar concedida por um juiz do Distrito Federal, mas que rapidamente foi derrubada, se fez sentir imediatamente. 

A recuperação factível

Muito se tem discutido sobre a capacidade de recuperação da economia brasileira em 2017, após dois longos e árduos anos de profunda recessão. Vários analistas têm alegado que, em face de tamanha capacidade ociosa, o potencial de recuperação da economia brasileira deveria ser bastante elevado, o que levou alguns deles a projetar em meados do ano passado um crescimento de até 2% para 2017. Após a frustração com o PIB do terceiro trimestre de 2016, contudo, a mediana das projeções do FOCUS já recuou para patamares bem mais modestos, encontrando-se hoje em 0,5%.

Política fiscal nos bons e maus tempos

Um tema bastante acalorado no ambiente acadêmico atual se refere à capacidade da política fiscal de estimular a economia. Tecnicamente, a literatura econômica resume este potencial de estímulo no conceito de “multiplicador fiscal”, termo tomado emprestado de Keynes. Ele nada mais é que a variação em reais (R$) de alguma variável de atividade econômica (tipicamente o PIB) à adição de R$ 1,00 dos gastos do governo. crição dos acordos.

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