Manoel Pires

É pesquisador associado do IBRE desde 2016. Foi Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e Chefe da Assessoria Econômica do Ministério do Planejamento. É doutor em economia pela UnB. Desenvolve pesquisa na área de macroeconomia aplicada e finanças públicas. 

O debate econômico não precisa de espantalhos

O principal trabalho de um economista é buscar a dimensão correta das questões econômicas envolvidas em um determinado problema. Uma contribuição recente dentro desse espírito foi realizada por Bráulio Borges do IBRE que fez um exercício para avaliar qual o efeito das circunstâncias externas à política econômica na recessão de 2014-16.

A armadilha da busca de receitas extraordinárias a qualquer custo

O governo federal anunciou que terá que mudar a meta fiscal neste e no próximo ano. A promessa atual é estabilizar o déficit fiscal em R$ 159 bilhões durante este mandato. Nos últimos anos, esse enredo tem se repetido, mas este ano ficou mais claro junto à opinião pública a importância da queda das receitas na recessão e que o recurso à obtenção de receitas extraordinárias para preencher parte desta perda possui limites.

Por que o BC ficou atrás da curva: Taxa de juros natural e o atual ciclo monetário

No dia 11 de junho, o Ibre/FGV organizou um debate sobre conjuntura econômica, o segundo do ano. Naquela oportunidade manifestei a opinião de que a política monetária ficou atrás da curva e que isso poderia estar jogando contra a recuperação. Este é um bom espaço para desenvolver esse argumento. Para isso vou aproveitar a recente publicação de Barbosa, Camelo e João (2016).

O que separa a complacência da descrença

Um dos debates mais instigantes que tivemos no Ibre/FGV nos últimos meses foi a respeito do grau de complacência do mercado financeiro traduzido no bom comportamento do preço dos ativos com relação à real situação da economia brasileira. Quem faz esse tipo de pergunta normalmente enxerga um descolamento muito grande entre a situação real e o que os preços dos ativos indica.

Política fiscal: Quando o curto prazo se encontra com o longo

O resultado primário para o Governo Federal em 2016 foi anunciado no final de janeiro, totalizando um déficit de R$ 155,8 bilhões, ante uma meta estimada em R$ 170 bilhões. Para 2017, a meta é de um déficit de R$ 139 bilhões. A magnitude do esforço fiscal deverá provocar uma mudança de enfoque na política fiscal, substituindo o longo prazo e o gradualismo para uma discussão cada vez mais concentrada no curto prazo.

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