Paulo Lins

Bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e mestre em Teoria Econômica pelo Instituto de Pesquisa Econômica (IPE-USP). No IBRE, trabalha com temas relacionados a infraestrutura em geral. 

A mudança de modelo (e de postura) no investimento em infraestrutura

Como apontado no meu post anterior, os governos Lula e Dilma enfrentaram o gargalo da infraestrutura no Brasil com um modelo baseado no investimento público. Porém, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o carro chefe do modelo petista, sofria de projetos executivos mal formulados, falhas de gestão e atrasos na entrega das obras. 

O PAC valeu a pena?

No seu primeiro governo, o presidente Lula tomou medidas mais institucionais para melhorar o investimento público em infraestrutura no país. Por exemplo, em 2004, ainda no seu primeiro mandato, Lula sancionou a Lei das PPPs (Parcerias Público-Privadas). Essa modalidade de contratação tornou-se uma peça chave para os governos contratarem obras de infraestrutura.  Porém, é pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado no começo de seu segundo governo, que o ex-presidente é lembrado na área de infraestrutura. 

Infraestrutura derruba Brasil no ranking de competitividade: o que fazer?

O World Economic Forum publica anualmente o Global Competitiveness Index (GCI), um índice que agrega diversos aspectos que influenciam a competitividade de uma economia. Na última edição publicada, a de 2016, o Brasil encontrava-se na 81ª posição de um total de 138 países contidos na lista. Estamos atrás de vários de países da América Latina, como Chile (33º), México (51º), Colômbia (61º), Peru (67º) e Uruguai (73º), e atrás de todos os outros países pertencentes aos BRICS, Rússia (43º), Índia (39º), China (28ª) e África do Sul (47ª).

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