Samuel Pessoa

Samuel de Abreu Pessoa. Físico e professor de economia, é pesquisador do IBRE-FGV e sócio da consultoria Reliance.

Hiato de recursos: quando a inflação virá?

A inflação caiu. Fechou 2017 em 2,95% e as expectativas Focus sugerem que fique em 3,9% em 2018. Esta projeção pressupõe que a inflação de alimentos este ano atinja o nível de 4%-5%, “devolvendo” em parte a deflação de 5% do ano passado. Nossa avaliação na FGV IBRE é que a inflação de alimentos ficará na casa de 2%, e que o IPCA fechará 2018 em torno de 3,5%, abaixo do consenso atual do mercado.

As boas surpresas de 2017 e os riscos à espreita em 2018

O evento econômico mais importante do ano recém-terminado foi a calma com que os mercados financeiros absorveram o desastroso acontecimento político de 17 de maio de 2017. Temer saiu vitorioso, mas com grande desgaste do seu cacife político, que resultou no adiamento da reforma da Previdência. Não obstante esse revés, o câmbio e o risco país mantiveram-se relativamente calmos em 2017.

Os juros americanos irão subir, mas como fica o balanço do FED?

Com sinais de que a economia americana está crescendo a 3% anualizados e que a ociosidade do trabalho se reduz, tudo indica que o processo de reinflação da economia dos Estados Unidos não levará mais do que um a dois anos a acontecer – pode, inclusive, ser antes – e o período de operação a juros reais negativos fique para trás já no próximo ano ou no seguinte.

Mas como será a operação da política monetária com um banco central que opera com um balanço tão grande?

Réplica a Bráulio Borges: Essa recessão foi a pior ou segunda pior em 120 anos

Na minha coluna da Folha de domingo, dia 5/11/17, notei que o Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (CODACE) divulgou recente relatório estabelecendo que o 4º trimestre de 2016 foi o último trimestre da recessão que começou no 2º trimestre de 2014. Ao todo, foram 11 trimestres de crise, com recuo de PIB entre pico e vale de 8,6%.

O impacto da nova matriz econômica: resposta a Bráulio Borges

Escrevi este artigo em coautoria com meu colega de profissão “Macroeconometrista X”. No texto abaixo, respondemos a post de Bráulio Borges neste Blog do Ibre, e mostramos por que as críticas à nova matriz econômica (NME) não são exageradas.

HAMLET (a Horácio): Renuncia ainda um tempo à bem-aventurança,

E mantém teu sopro de vida neste mundo de dor,

Refresco da dominância política

Desde o início do mandato de Dilma – rigorosamente desde o dia seguinte à eleição de 2014 –, vivemos em um clima de dominância política.

O motivo é claríssimo: ao longo do processo eleitoral de 2014, foi ficando claro – apesar da campanha eleitoral ter escondido dos eleitores a grave crise fiscal em que nos encontramos – que seria (e será) necessário um forte ajuste fiscal, caso contrário a inflação retornará.

Plano Marshall e BNDES

Segundo a Wikipédia, o plano Marshall consumiu US$ 13,1 bilhões do Tesouro norte-americano entre 1949 e 1951, distribuídos da seguinte forma: US$ 5,1 bilhões em 1949, US$ 3,8 bilhões em 1950 e US$ 4,1 bilhões em 1951. A preços de 2016, empregando o deflator do PIB dos EUA como índice de preços, o custo total do Plano Marshall foi de US$ 104 bilhões de dólares, ou US$ 324 bilhões de reais ao câmbio de R$ 3,1 por dólar americano.

Subscrever RSS - Samuel Pessoa