Leia os destaques de março da Revista Conjuntura Econômica

03/04/2018

Boa parte do ano passado foi ocupada pelas discussões de se fazer uma reforma da Previdência, sem o que o país caminharia para uma situação de insolvência e a atividade econômica não teria espaço para se recuperar. Entramos em 2018 estimando que essa reforma não entraria na pauta de votações, o que se confirmou com a intervenção federal no Rio de Janeiro. Deixar esse debate para 2019 comprometerá bastante o trabalho do novo presidente, como mostra a Carta da Conjuntura.

Este mês, a revista ainda trata da agenda de produtividade, imprescindível para uma retomada vigorosa do crescimento brasileiro, com destaque para entrevista a Fernando Veloso, especialista do IBRE no tema. Os caminhos de uma política industrial do setor automobilístico, o papel da Constituição para a disciplina fiscal e o protecionismo da indústria siderúrgica norte-americana também são assuntos desta edição. Claudio Conceição, editor da Conjuntura Econômica, indica os destaques da edição de fevereiro indica esse e outros destaques na Nota do Editor da Revista Conjuntura Econômica do mês. Leia nosso conteúdo aberto no Portal IBRE ou saiba como assinar:

  • Para mitigar entraves que minam a produtividade brasileira, Banco Mundial e FGV IBRE coincidem na prescrição: perseverança nas reformas por abertura e um ambiente de negócios que estimule a competitividade de empresas, somada a políticas de educação e capacitação que aprimorem as competências de trabalhadores dentro de um mercado cada vez mais digital.​ Em entrevista a Conjuntura Econômica, Mark Dutz, economista do Banco Mundial, defende que um plano de abertura gradual da economia brasileira ajudaria o país a manter o foco em uma agenda de reformas que promovessem a competitividade das empresas locais. 
  • Para aumentar a produtividade brasileira é preciso conciliar reformas no ambiente de negócios com o aperfeiçoamento de políticas educacionais e de treinamento, que em geral costumam ser debatidas de forma desconectada da agenda de crescimento diz Fernando Veloso, pesquisador da FGV IBRE, na Conjuntura Econômica de março.
  • A reforma do ensino médio pode colaborar para o aumento da produtividade da economia? Veja a opinião de especialistas na Conjuntura Econômica. Leia mais.
  • Dia 14, o presidente Michel Temer assinou o decreto que regulamenta o RenovaBio, do setor de etanol. Veja, na Conjuntura Econômica de março, quais os próximos passos para a implementação desse programa.
  • Prestes a completar 30 anos, a Constituição brasileira tem sido apontada como pecado original e capital das finanças públicas. Mas a Carta Magna oferece condições para se formular a política fiscal com diversas tendências. Leia na Conjuntura deste mês.
  • Criação de uma nova política industrial para o setor automobilístico após o fim do Inovar-Auto tem acirrado o debate entre especialistas, instituições e até dentro do próprio governo. Leia aqui.
  • Enquanto governo e indústria tentam chegar a um acordo sobre o Rota 2030, revise a avaliação das montadoras sobre os benefícios de uma política industrial para o setor automotivo.
  • Indústria siderúrgica dos Estados Unidos é o caso de um lobby eficiente que, junto com uma legislação ampla de comércio exterior, assegura o protecionismo seletivo por um longo tempo, diz Lia Valls, em artigo da Conjuntura Econômica de março.
  • A perspectiva de cumprimento tranquilo da meta de primário este ano pode adiar o debate fiscal e deixar a agenda do novo presidente ainda mais complexa em 2019.  O novo mandatário iniciará seu governo com grande risco de descumprir o teto dos gastos e da regra de ouro, com todas as implicações jurídicas e políticas que possam advir disso, diz Luiz Guilherme Schymura, diretor da FGV IBRE, na Carta da Conjuntura de março.

As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor, não refletindo necessariamente a opinião institucional da FGV.

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