Anna Carolina Lemos Gouveia

Mestre em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e bacharel em Economia pela Universidade Federal Fluminense”. Atualmente é Auxiliar Técnico em Pesquisas Econômicas na Superintendência Adjunta para Ciclos Econômicos (FGV IBRE).  

Incerteza subiu no mundo todo, mas a que enfrentamos no Brasil é a maior

O aumento da incerteza no Brasil após a chegada da pandemia de Covid-19 foi um fenômeno percebido por todos e captado estatisticamente pelo Indicador de Incerteza (IIE-Br) do FGV IBRE, que chegou a níveis estratosféricos já em março, como comentado neste artigo, tendo subido ainda mais em abril.

Incerteza em nível estratosférico em tempos de Covid-19

O Indicador de Incerteza Brasil da FGV (IIE-BR) cresceu fortemente em março, refletindo o impacto da chegada da pandemia de Covid-19 ao Brasil. Com alta de 52 pontos, o indicador chegou aos 167,1 pontos, batendo com folga dois recordes históricos: o de maior nível da série e o de maior alta mensal. O gráfico abaixo evidencia a atipicidade do resultado.

Construção teve papel importante na crise. Mas pode ajudar daqui para a frente

A recessão de 2014-2016 terminou há mais de dois anos, mas a economia continua devagar, quase parando. Depois de perder 9,9% entre o pico de fevereiro de 2014 e o vale de outubro de 2016, a economia cresceu apenas 4% até janeiro de 2019, segundo dados do Monitor Mensal do PIB da FGV[1]. Somadas as fases de recessão e recuperação até aqui – 59 meses após o pico da economia –, pode-se considerar um dos piores ciclos da história brasileira.

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