Juliana Carvalho da Cunha Trece

A complexa questão do deflator do PIB (parte 2)

Este texto é a continuação do post sobre “A complexa questão do deflator do PIB (Parte 1)”, divulgada neste blog em 12/11 (em resposta a colocações do colega Bráulio Borges de que o PIB  brasileiro vem sendo subestimado nos últimos 20 anos, o que estaria ligado ao fato de que o deflator do PIB tem sido superior ao IPCA em média em 1,5%).

E la nave va!

A pouco mais de um mês de se terem os resultados fechados da atividade econômica do ano passado ainda pairam dúvidas sobre a magnitude do inesperado crescimento do PIB em 2017. Sua taxa, provavelmente, será superior ao 1% até recentemente previsto pelos analistas econômicos. Adicionalmente, quando o IBGE anunciar em março esse resultado do PIB de 2017, as taxas de crescimento atualmente previstas para 2018, que rondam os 3%, tenderão a se elevar, a despeito de toda a confusão eleitoral que teremos durante este ano.

Quem diria?

Há um ano e meio o Brasil atravessava uma turbulência política e uma recessão sem precedentes, com grave ameaça de retorno a taxas de inflação de dois dígitos, que em maio de 2016 era de 9,3%. Quem diria que haveria, ano e meio depois do impeachment de Dilma, analistas econômicos reclamando que o Banco Central exagerou e reduziu demais (abaixo da meta) a taxa de inflação.

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