O IBRE elegeu a produtividade como uma das preocupações centrais de sua missão institucional de contribuir para o debate sobre o desenvolvimento do país. Com esse objetivo, o site Observatório da Produtividade - Regis Bonelli reúne uma ampla base de dados, estudos e análises sobre a produtividade, com o objetivo de fornecer informações para uma maior compreensão do tema e contribuir para a formulação de políticas públicas que possam aumentar a produtividade e impulsionar o crescimento. Acesse Observatório da Produtividade - Regis Bonelli.
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Leo Monasterio
09 de Setembro de 2017 às 18:44
Caro Bráulio, não é minha área, mas aí vão alguns pontos/sugestões.
1- Vale a pena definir que você entende por "Nova matriz econômica". Significa só a) política macro ou b) inclui regras de conteúdo nacional, mal investimento, BNDES, setor elétrico, FIES e outras lambanças? (na conclusão vc incluiu até o CPC no lado positivo). Que período está incluído? Conforme for, não dá para tirar as partes ruins e jogar na conta "exógena". Em sentido amplo, a própria Lava-jato é resultado dos erros do governo.
2- A questão é se a NME (em qualquer um dos sentidos) era sustentável? Além disso, uma "estratégia" que só se safa com preços altos de commodities está fadada a dar errado. Mais importante: montes de analistas já apontavam que os erros se acumulavam *mesmo antes* da queda das commodities. A tragédia fiscal ocorreria cedo ou tarde.
3- Nova estimativa do PIB/cap é bem questionável. Acho prudente extrapolar a partir de dados de consumo de energia apenas quando não se tem contas nacionais . Tipo: quanto que dá para acreditar na sua extrapolação? Testar para outros períodos seria mais convincente. Além disso, você corrige os dados do Brasil mas não o dos outros países da comparação (Imagino que seja difícil fazer isso, mas acho que valeria a pena comentar isso)
4- Entendo que vocẽ reconheça os erros da NME, mas o teu lower bound de 10% de culpa, na prática, a exime de responsabilidade. Acho que ficou faltando um alerta para o leitor para os riscos de subestimação das metodologias escolhidas.
Bem, acho que era isso.
Abraços,
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