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Guilherme
O autor cita o trabalho intermitente, dá a entender que é uma excelente ferramenta para empregados e empregadores. Bom, novamente, se esquece dos detalhes. Para o trabalhador desempregado, qualquer coisa que vier é lucro, então, arrumar um trabalho intermitente (famoso bico) será ótimo, mas e para os 60% da massa de trabalhadores que hoje vivem na formalidade e podem ser mandados embora, perdendo direitos e sendo, posteriormente, contratados com perdas salariais e com as incertezas do trabalho intermitente, para esses (a maioria dos trabalhadores) a Lei vai ser boa? E o resultado de uma Lei não é só baseada em números. Vamos supor que o seu João hoje ganhe R$ 1.000,00 por mês e ele seja mandado embora e, depois, contratado como trabalhador intermitente. Ele recebe os mesmo R$ 1.000,00 por mês, mas agora presta labor intermitente, 3 vezes ao dia, em diferentes horários, perde seu dia com idas e vindas nos maravilhosos ônibus e sofre com as incertezas se vai ser chamado para trabalhar em tempos de crise. Para os econômicas está tudo ótimo, não teve prejuízo, mas e para a pessoa que pega diversas conduções por dia, fica, proporcionalmente, muito mais tempo fora de casa, e ainda pode não ser chamado para trabalhar quando o empregador bem entender, acham que a vida dessa pessoa será igual a que era antes? Caso ele não seja chamado para trabalhar constantemente e não consiga fazer mais bicos, ele vai ganhar menos que o salário mínimo, considerando o maravilhoso valor do salário hora do intermitente (R$ 4,46).