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Bráulio
Rafael, eu prefiro olhar os dados de salários no YoY na medida em que, muitas vezes, eles são reajustados apenas uma vez por ano, mais ou menos na mesma época do ano. Outra medida interessante que aponta um grande slack no mercado de trabalho é o acompanhamento das negociações salariais feitas pela Fipe (http://www.salarios.org.br/#/), que coleta informações dos dissídios salariais (ou seja: os reajustes salariais das categorias com maior poder de barganha, por serem representadas por sindicatos) e é menos afetado pelo efeito composição (que afeta bastante os dados da PNAD e do Caged). Em nov/17 (última leitura) o reajuste nominal médio foi de +2,5%, com o mediano em +2,0% - ambos os menores da série histórica iniciada em jan/2007 e bem abaixo dos 7% do começo de 2017. Agora, de fato na MM3M dessaz., os serviços subjacentes aceleraram de algo em torno de 3% a.a. no 1T17 para perto de 4,5% a.a. no 3T17. Não obstante, recuaram para perto de 3,5% a.a. em out-dez. Esse movimento ao longo do ano não é explicado pelo hiato, já que ele pouco mudou nesse ínterim (vide NUCI e desemprego). Muito provavelmente foram alguns outros ruídos, que precisam ser melhor compreendidos. Abs