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Bráulio
Acho que algo que explica parte da divergência apontada no gráfico 1 é o fato de que o IPCA não representa a inflação para boa parte da população brasileira e sim o INPC. Em 2015, por exemplo, quando a inflação de alimentos beirou os 15%, isso impactou muito mais o INPC do que o IPCA. Outro fator importante nesse tipo de análise é o fato de que, para as classes de renda mais baixa, muito provavelmente o processo de formação de expectativas é altamente backward-looking, ao passo que, nas classes de renda mais elevada, a formação de expectativas deve ser mais forward-looking.