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Amorim
O texto é interessante uma vez que tenta, diante um verniz (selecionando aspectos específicos da inflação (inflação de serviços) e o uso de defasagem), ressuscitar a tese da Curva de Phillips, já largamente sobrepujada por Mises e, mais reconhecidamente, Milton Friedman e Edmund Phelps. Vamos a análise! A figura 1, apresenta um gráfico com a dispersão dos dados e uma equação linear que, supostamente, explicaria tal dispersão. Entretanto dois grandes problemas se apresentaram. 1º, o R2, que é uma medida de o quão bem o modelo se ajusta aos dados é de apenas 0,50, ou 50%. Uma baixa correlação, implica que a inflação de serviços tem pouca aderência a possibilidade de explicar o desemprego. O 2º problema é que, como claramente se observa na imagem, os dados não obedecem uma estrutura linear ao longo do período analisado (o que o próprio baixo R2 do modelo linear corrobora), e isso, consequentemente, deve se replicar ao padrão dos resíduos, invalidando um dos pressupostos estatísticos do modelo, o que insatisfaz uma das propriedades impostas pelo termo de erro do modelo. Bom, em resumo, a “teoria” (Curva de Phillips), arcabouço do artigo, não se sustentou diante análise prática dos dados e nem, fundamentalmente, da realidade, o que invalida as conclusões sobre os efeitos da inflação sobre o desemprego.