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Guilherme Cysne
Análise amistosa ao partido. Esta visão poderia sugerir que, oras, não foi tão ruim assim, vai... teve crescimento econômico vários anos, teve só 2 anos de recessão e, vejam só, o partido até começou a corrigir as falhas. Só que esse panorama omite pontos fundamentais para o julgamento preciso da política econômica da era PT: 1 - O que se chamou, eufemicamente, de "política fiscal expansionista" significou intervencionismo pesado em que o Estado e os "amigos do Rei" assumem o protagonismo do desenvolvimento do país. 2 - Sob essa aura desenvolvimentista é que se construiu o cenário para algo terrível, que foi o pesado endividamento, para gerar aportes que eram destinados à empresas privadas (empréstimos e participações), através de órgãos públicos. Isso foi a fachada para um esquema trilionário de corrupção. 3 - Para garantir segurança para a corrupção, já no início do Governo, houve um forte esquema de aparelhamento do Estado. Isso ficou bem claro com o Mensalão, que foi a compra de apoio parlamentar... isso reflete a intenção totalitarista do partido que tinha tudo nas mãos, legislativo, judiciário, ministério público, cargos chaves em estatais. 4 - Basicamente, as ações do partido estavam relacionadas a aumentar indiscriminadamente o gasto público e recolher uma "contribuição" de cada movimentação, das mais simples às mais robustas. Por sim, o crescimento foi na verdade um grande vôo de galinha. Totalmente insustentável, bastou a farra do dinheiro cessar. Expandimos fortemente a dívida, inchamos a máquina pública, deixamos de fazer reformas importantes, distribuímos afilhados políticos por todo país e a pior de todas as heranças: alimentamos a mentalidade populista da nação, que continua a ver o intervencionismo como uma solução para o país.