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Ricardo
Caro, a história recente do setor requer um livro que muito se distancia do que vc escrevera. O seu artigo não inclui todos os itens da cesta de compoem o custo do caminhoneiro. Não separa também empresas frotistas x autônomos, sendo estes os mais impactados pelo ambiente adverso, os quais detém caminhões com idade média acima dos frotistas. A idade média da frota das empresas frotistas é de ~6 anos, enquanto que dos autônomos é >10 anos. Os autônomos foram os que menos renovaram e usufruíram do PSI por questões legais e de capacidade do crédito. Em média um frotistas renova sua frota cerca de 3 a 4% aa. No Brasil não existe um programa de renovação da frota, portanto, ao mesmo tempo que se vendia veículo euro 5, não existia estímulo para tirar da circulação o euro 0/3. Logo, houve excesso de caminhões. Por outro lado, a capacidade instalada das montadoras atingiu cerca de 300 mil caminhões em 2015, com um mercado doméstico + exportação absorvendo ~70+20=90 mil caminhões. A taxa natural de renovação da frota circulante para caminhões é de 6%, no tempo de PSI atingiu 12%. Hoje 3%. Além disso meu caro, cada tipo de caminhão está lastreado com um tipo de atividade da economia: Caminhão Leve: Atividades relacionadas ao comércio e varejo, com pequenas e médias rotas. Caminhões pesados e extra pesados: atividades relacionadas com a agroindústria, química e industrial com distâncias médias e longas. Resumindo, seu artigo está muito incompleto. *fui diretor da área de estatísticas e de economia do Sindipeças, responsável pelo software que calcula a frota circulante por vc usada.