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MARCO AURÉLIO GARCIA
11 de Fevereiro de 2019 às 12:54
Mais um excelente texto.
12/12/2017
VALE A PENA LER E FAZER ANALOGIAS COM OS DIAS ATUAIS (IMPRESSIONANTE). A REPETIÇÃO DOS ERROS.
O SOCIALISMO (e inflação) DO IMPERADOR ROMANO DIOCLECIANO E A INFLAÇÃO DE D. PEDRO I do BRASIL
ROMA E A TENTATIVA DE GOVERNO SOCIALISTA DE DIOCLECIANO.
Em 276 os exércitos romanos escolheram PROBO como Imperador (íntegro e corajoso). Expulsou os germanos da Gália, os vândalos da Ilíria, construiu uma muralha entre os rios Reno e o Danúbio, amedrontou os Persas apenas com a firmeza de suas palavras e implantou a paz no Império. Reduziu os gastos com os exércitos e implantou o reino das leis. Colocou o exército para drenar pântanos, derrubar florestas e trabalhar em obras públicas. Foi assassinado pelo exército (que depois arrependeu-se e ergueu um monumento em sua memória).
Para sucedê-lo o escolhido foi DIOCLECIANO um Imperador com grande habilidade política. Conseguiu pacificar as correntes políticas e organizar o governo. Estabeleceu a sede do governo em Nicomédia na Ásia Menor (ao sul de Bizâncio). O Senado se reunia em Roma. Organizou um estado com administração centralizada. A ditadura era uma necessidade das guerras. Foi bem-sucedido nas guerras. Nos anos de paz enfrentou uma crise econômica (declínio). Para enfrentar a carestia implantou a ECONOMIA DIRIGIDA. Estabeleceu um regime monetário sadio (garantiu a pureza e o peso das moedas que dizem ter perdurado até 1453), mas tabelou preços, distribuiu alimentos pela metade dos preços e empreendeu grandes obras públicas para dar trabalho aos desempregados. Estabeleceu controle estatal sobre vários segmentos de atividades (inclusive estatizou a importação de trigo). Proibiu a exportação de sal, ferro, ouro, vinho, cereais e óleo da Itália e regulou com rigor a importação destes bens. As regulamentações eram minuciosas e entravaram as negociações. As vendas de facilidades e de privilégios passaram a ser rotina. Com a desorganização dos mercados que a tentativa de organização centralizada provocou (os mercados substituídos pelo estado e regulamentações), a solução foi tabelar preços e culpar os açambarcadores. Foi uma das tentativas de substituir as leis de mercado (oferta e procura) por dirigismo estatal. O fracasso foi total e instantâneo (tipo plano cruzado e seus tabelamentos). A carestia aumentou, mercadorias essenciais deixaram de existir. O Édito teve de ser afrouxado (Constantino o revogou). O custo da administração dirigida foi uma das fraquezas do regime de Diocleciano. Para sustentar tal burocracia (dizem ter chegado à metade da mão de obra) as taxas foram aumentadas. Para evitar o recebimento de tributos com moeda depreciada começaram a receber com produtos. A fiscalização empregava até tortura. Muitas cidades deixaram de existir pois as populações passaram a buscar refúgio entre os bárbaros. Outros absurdos aconteceram (até a escravidão por dívidas com o estado). Mesmo com este exemplo a humanidade repetiu e ainda tenta repetir os mesmos erros.
A INFLAÇÃO DE D. PEDRO I:
Portugal para vingar-se de Napoleão invadiu o Uruguai (partindo do Brasil) e tomou-o da Espanha (governada por um irmão de Napoleão) ajudado pela Inglaterra. D. Pedro herdou uma província habitada por espanhóis sem lei e sem ordem (assaltos às fazendas para roubo de gado). Com a independência o Brasil ficou quebrado (as guerras, diferente do que muitos escrevem, para tomar as províncias de Portugal e impedir a divisão do Império foram muito caras). Uruguaios e argentinos aproveitaram o enfraquecimento do Império e iniciaram a guerra para anexação da província à Argentina. D. Pedro gastou pedindo empréstimos para manter a guerra (a verdade é que fomos derrotados) e quebrou o tesouro que já estava à míngua. Com a ajuda dos ingleses exigiu a independência do Uruguai para fazer a paz (um estado tampão).
A guerra teve efeitos na economia e na disciplina militar (mais da metade do orçamento chegou a ser gasto com o exército e a marinha).
O Império foi obrigado a EMITIR. A INFLAÇÃO DISPAROU. O deságio do papel moeda (para as moedas de metais) chegou a 40%. Ninguém acreditava no dinheiro papel brasileiro.
ESTA HISTÓRIA SE REPETE DESDE ENTÃO. ALGUNS APRENDERAM (SÃO OS MONETARISTAS, OU RESPONSÁVEIS) OUTROS CONTINUAM ACREDITANDO QUE SE PODE GASTAR À VONTADE (SÃO OS IRRESPONSÁVEIS, QUE SE APELIDARAM DE DESENVOLVIMENTISTAS. NA VERDADE CRIADORES DE RECESSÕES E DE CRISES CAMBIAIS) .
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