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Wanda
Com todo respeito ao autor... parece basal demais afirmar que "lei gera emprego". Qualquer um que vá além do senso comum mais rasteiro sabe disso. A questão está em "que tipo de lei". Do modo como está dito, parece que se quer afirmar que leis flexibilizadoras geram emprego, quando pode ser justamente o contrário, ou seja, maior rigidez pode gerar mais empregos. Ou leis que não se definam nem pelo perfil de flexibilização/rigidez. O autor sabe disso. Há muito mais instrumentos legais geradores de emprego entre o céu e a terra. O segundo argumento, que se baseia em estudo de estudos, ainda que empíricos, também parece frágil, na medida em que, a essa altura, já se tem dados abundantes sobre se as alterações legislativas geraram ou não mais empregos. Evidentemente, é difícil isolar essa causa, mas, se o autor se propõe a trabalhar o tema... afinal, os outros estudos enfrentaram o mesmo desafio. Por fim, é importante identificar a qualidade do emprego gerado - e aqui não se está preconizando sequer o foco no trabalhador, mas na produtividade agregada. Enfim... o potencial do tema me pareceu pouco explorado. Quem sabe em próximas oportunidades possa haver um aprofundamento.