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José Carlos O'R...
Obrigado pelo excelente texto e pela tentativa de abordar métrica de tamanha complexidade. Minha opinião, puramente baseada na experiência, sem a utilização de nenhuma técnica econométrica, tente a concordar mais com um hiato de produto bem próximo a expectativa de crescimento do PIB deste ano, algo como 2%. Principalmente com base no crescimento do PIB potencial, ou neutro, baixa devido principalmente a queda na significativa queda da taxa de investimento (20,9 em 2013 para algo como 16% em 2019) e na capacidade efetiva de trabalho e capital. Concordando que os investimentos feitos no governo anterior foram de baixo retorno potencial para o crescimento neutro do PIB, bem como a baixa capacidade produtiva do trabalho na economia brasileira, a qual, devido a forte recessão, e baixo crescimento desde 2014, com o recorrente nível de desemprego e, assim, o despreparo de uma força de trabalho já desatualizada quando de níveis neutros de emprego. Associado a um cenário de infraestrutura deteriorada e o conflito político atrasando medidas indispensáveis para o crescimento do país, além da demora na escolha da estrutura de 5G. Estes pontos, baseados puramente em observação, me dizem que o hiato de produto no Brasil encontra-se bem próximo de 2%-2,5%, do que na faixa superiora. Isto leva a conclusão de que o BACEN deve, no caso de ocorrer um crescimento próximo do esperado, já no primeiro semestre do próximo ano aumentar os juros, mesmo com o baixo crescimento, que não será suficiente para incorporar a grande massa de trabalhadores desempregados, ou subempregados.