Ganhos globais e locais da queda do desmatamento no Brasil

Queda de 71% do desmatamento na Amazônia em 2022-2026 evitou cerca de 1,5 bilhão de toneladas de emissões de gases de efeito estufa. Ganho global é de US$ 216 bi (R$ 1,16 tri), e pode chegar a quase US$ 2 trilhões nas estimativas mais extremas.
Introdução: desmatamento na mínima histórica
Os dados do PRODES/INPE divulgados recentemente mostram que, entre agosto de 2025 e julho de 2026, o desmatamento na Amazônia legal brasileira somou 3.335 km² – o menor valor de toda a série histórica, iniciada em 1988. Trata-se de uma queda de 41,8% sobre os 5.731 km² do período anterior e de 71% ante os 11.594 km² registrados em 2022, superando com folga o mínimo anterior, de 4.571 km² (em 2012). No Cerrado, o desmatamento foi de 5.517 km², também o menor patamar da série iniciada em 2001: recuo de 23,8% em um ano e de 48% em quatro anos.
Há quase quatro anos, publiquei aqui no Blog do IBRE um post no qual estimei que o forte aumento dos desmatamentos e das emissões de gases de efeito estufa (GEE) em 2019-22, comparativamente à extrapolação do nível observado em 2018, havia gerado um prejuízo para a economia mundial da ordem de US$ 238 bilhões (ou R$ 1,22 trilhão, a preços daquele momento). Naquela ocasião, argumentei que o PIB não capta vários dos custos associados à derrubada e queimada da floresta (externalidades negativas, em “economês”), mas que há uma forma de estimar pelo menos parte deles: mensurar as emissões de GEE associadas às mudanças de uso da terra e valorá-las com base no chamado Custo Social do Carbono (CSC).
O objetivo deste post é atualizar aquele exercício, agora olhando para a trajetória observada em 2023-26 – período marcado pela retomada do PPCDAm, do Fundo Amazônia e das ações de comando e controle do Ibama.
Leia aqui o artigo na íntegra.
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