Bráulio Borges

Graduado em Economia e mestre em Teoria Econômica pela FEA-USP, recebeu o Prêmio Tesouro Nacional pela sua dissertação de mestrado em Finanças Públicas. Atuou no departamento econômico da Telefónica e foi professor de Macroeconomia na Pós-Graduação da GVLaw. Atualmente é economista-sênior da área de Macroeconomia da LCA e pesquisador-associado do IBRE/FGV.

Transparência do Banco Central

A política monetária é um poderoso instrumento de política pública. Mudanças na taxa de juros afetam o PIB, a taxa de desemprego e a inflação, variáveis fundamentais para o bem-estar social.

Mas não é fácil a vida de uma autoridade monetária. Decisões tomadas por Bancos Centrais impactam a economia e a inflação após um período razoável de tempo. Isso requer bons modelos de projeção.

Excesso de ociosidade do mercado de trabalho brasileiro hoje é praticamente o mesmo do final de 2016

O IBGE divulgou ontem os dados referentes a setembro de 2019 da PNAD Contínua. Dentre outras coisas, chamou a atenção o fato de que a taxa de desemprego voltou a subir em termos dessazonalizados, para 12% da PEA na média de três meses findos em setembro.

Nada mais “ortodoxo” do que estimular a demanda em uma economia operando muito aquém do pleno-emprego

Em texto recente preparado em conjunto com meus colegas Manoel Pires e Gilberto Borça Jr.,  argumentamos que uma parcela relevante da “culpa” pela retomada atipicamente lenta do PIB brasileiro após a recessão de 2014-2016 reflete uma postura inadequada da política monetária, dadas as restrições colocadas às políticas fiscal e parafiscal desde 2015/16.

Por que a recuperação tem sido a mais lenta de nossa história?

Introdução

A atual crise econômica brasileira não encontra paralelo na história do país. Depois de dois anos consecutivos, 2015 e 2016, de forte contração do PIB, e outros dois, 2017 e 2018, de baixo crescimento, a economia encontra-se praticamente estagnada e flertando com a volta da recessão neste ano de 2019.

Suavizar o ciclo econômico eleva o PIB potencial

Tem gerado bastante polêmica dentre os economistas a sugestão feita por Armínio Fraga de que o objetivo de “suavizar o ciclo econômico” deveria ser incorporado ao mandato explícito do Banco Central do Brasil (BCB), somando-se aos objetivos de manter a inflação “na meta” (e não “baixa”, como muitas vezes apontado por alguns analistas, inclusive pelo atual presidente do BCB...) e de buscar a estabilidade financeira.

Razões técnicas para não reduzir a meta de inflação de 2022

O Conselho Monetário Nacional (CMN) definirá, ainda neste mês de junho, a meta de inflação para 2022. Há um certo consenso de que ela será reduzida novamente, para 3,50% a.a. É o que se infere a partir das projeções de inflação do grupo do Top5 do Focus/BCB e mesmo da inflação implícita na estrutura a termo de juros doméstica.

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