Bráulio Borges

Graduado em Economia e mestre em Teoria Econômica pela FEA-USP, recebeu o Prêmio Tesouro Nacional pela sua dissertação de mestrado em Finanças Públicas. Atuou no departamento econômico da Telefónica e foi professor de Macroeconomia na Pós-Graduação da GVLaw. Atualmente é economista-sênior da área de Macroeconomia da LCA e pesquisador-associado do IBRE/FGV.

Orientação da política fiscal em relação ao ciclo e solvência do governo: tudo a ver

Preparei recentemente um texto para o Observatório de Política Fiscal (OPF) do IBRE/FGV apresentando estimativas para o resultado primário estrutural (isto é, líquido de não-recorrências e dos impactos estimados do ciclo econômico) brasileiro no período 1995-2018.

Reservas internacionais e dívida pública: contextualizando o debate

O debate sobre eventuais usos alternativos das reservas internacionais ressurgiu nas manchetes dos jornais nos últimos dias, com o futuro ministro da Fazenda/Economia, Paulo Guedes, sinalizando que poderia vender parte das reservas brasileiras para reduzir a dívida pública bruta (sobretudo caso o R$/US$ se depreciasse, já que isso aumentaria o valor, em R$, das reservas).

Economia e tirania – um complemento à coluna de Cristiano Romero

O título deste post é o mesmo de uma excelente coluna do jornalista Cristiano Romero, do Valor Econômico. No seu texto, o autor discorre sobre a ideia de certos atores de que algum grau de autoritarismo seria necessário para gerar maior crescimento econômico no Brasil (“A democracia, pensam, atrasa o país”).

Avaliando a sustentabilidade fiscal de forma mais abrangente

O FMI acabou de soltar a mais recente edição do Fiscal Monitor. Eles dedicaram essa edição à avaliação do balanço total do setor público, olhando não somente para a dívida bruta e outros passivos (déficits atuariais das previdências), mas também para os ativos financeiros e não-financeiros. O gráfico abaixo sintetiza essas informações para vários países, Brasil inclusive.

Estamos diante de um novo choque do petróleo?

A cotação do petróleo do tipo Brent superou os US$ 80/barril nos últimos dias, algo que não era observado desde o final de 2014 – quando a OPEP decidiu mudar sua função de reação, não atuando mais para segurar a cotação da commodity próxima de sua “zona de conforto”, em torno de US$ 100/barril. Em relação ao mesmo período de 2017, quando a cotação estava em torno de US$ 50/barril, a alta beira os 50%.

Como a Lava-Jato afetou o PIB? Novas evidências para o debate

Segundo o CODACE-FGV, o ciclo recessivo mais recente da economia brasileira se estendeu do 2º trimestre de 2014 ao 4º trimestre de 2016. Foi uma das recessões mais severas e duradouras já enfrentadas pelo Brasil. Ademais, a retomada após o “fundo do poço” também tem sido uma das mais lentas da história (ver figuras abaixo).

Páginas

Subscrever RSS - Bráulio Borges