Bráulio Borges

Graduado em Economia e mestre em Teoria Econômica pela FEA-USP, recebeu o Prêmio Tesouro Nacional pela sua dissertação de mestrado em Finanças Públicas. Atuou no departamento econômico da Telefónica e foi professor de Macroeconomia na Pós-Graduação da GVLaw. Atualmente é economista-sênior da área de Macroeconomia da LCA e pesquisador-associado do FGV IBRE.

Recuperação da FBCF ainda não cobre depreciação do estoque de capital

SPE aponta que retomada ocorre em ritmo mais célere na saída da crise da Covid do que em outras recessões por causa do sucesso de políticas do lado da oferta, que estariam gerando forte estímulo ao investimento. Contudo, análise mais cuidadosa não corrobora essa avaliação.

2020, na área fiscal, combinou forte expansão anticíclica e alguma consolidação estrutural

Embora viabilizada por medidas discricionárias e não por estabilizadores automáticos, política fiscal brasileira foi fortemente expansionista em 2020. Em contraste com boa parte do período 1998-2019, postura anticíclica foi correta, e não afetou consolidação estrutural.

Depósito voluntário aprovado: mais um motivo para observar a dívida líquida

Estudos apontam que conceito mais relevante para avaliar solvência fiscal em emergentes é algum critério de dívida líquida. Aprovação do depósito voluntário remunerado reforça essa ideia, já que dívida líquida não será afetada por novo instrumento de gestão de liquidez do BC.

Solvência fiscal e o “r-g” brasileiro: evolução passada e perspectivas

Diferencial entre custo da dívida pública e expansão do PIB nominal (r-g) do Brasil em 2021 deve ser bem negativo. Exercícios sugerem que nos próximos anos r-g do país deve ser bem inferior à média 2001-20 (+2,7 pp) e pode se aproximar de zero ou de valores negativos.

Mais asfalto e menos capital humano: a provável consequência da desvinculação total dos gastos com saúde e educação

O título desse post é inspirado em um paper de economistas do FMI (Atolia, Li, Marto & Melina), publicado em 2017: “Investing in public infrastructure: roads or schools?”. O objetivo dos autores foi analisar, por meio de um modelo conceitual e de algumas simulações numéricas, porque países em desenvolvimento investem relativamente pouco em educação (“escolas”).

Vamos falar de histerese?

Este é um tópico extremamente importante, porém bastante negligenciado no debate econômico nacional (e muitas vezes tachado de “coisa de heterodoxo”). Para começar, é preciso ter claro que o PIB de um país pode ser analisado de duas formas, por definição. Primeiro, sob a ótica do PIB potencial – ou do crescimento de longo prazo. Segundo, sob a ótica do hiato do produto – ou dos ciclos econômicos de curto prazo.

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