Bráulio Borges

Graduado em Economia e mestre em Teoria Econômica pela FEA-USP, recebeu o Prêmio Tesouro Nacional pela sua dissertação de mestrado em Finanças Públicas. Atuou no departamento econômico da Telefónica e foi professor de Macroeconomia na Pós-Graduação da GVLaw. Atualmente é economista-sênior da área de Macroeconomia da LCA e pesquisador-associado do IBRE/FGV.

Regra de Taylor aponta que Selic deveria estar um pouco abaixo dos 5% a.a. hoje

O debate sobre eventuais cortes da Selic nos próximos meses está bastante quente. Segundo o Valor apurou recentemente, já há cerca de 25% dos analistas projetando uma nova rodada de distensão monetária a partir de meados deste ano (condicionando esse movimento a avanços na tramitação da reforma previdenciária).

“A prova do pudim”: testando a capacidade de antecipar a evolução da inflação das várias medidas de hiato

Este texto é um complemento a um outro que foi divulgado recentemente neste blog.

Vou direto ao ponto: avaliei, por meio da estimação de Curvas de Phillips para o IPCA Livres ex-Alimentação no domicílio (uma espécie de núcleo dos preços livres, o qual responde por cerca de 60% do IPCA total), a capacidade de previsão das várias estimativas disponíveis para o hiato do produto brasileiro (ver figura abaixo).

Hiato do produto, juro neutro e política monetária

Os leitores deste blog já devem estar cansados da minha obsessão em escrever sobre esse assunto (hiato do produto – que é a diferença entre o PIB efetivo e o PIB potencial). Contudo, diante de relatos recentes de vários colegas indicando grande divergência das estimativas correntes para essa variável não-observável e sua crucial importância para avaliar tanto a política monetária como a fiscal, faz-se necessário retomar esse assunto.

Deve o BC reduzir a Selic? Sim, e não estará desrespeitando o sistema de metas

No começo deste ano, escrevemos um artigo para este blog apontando que uma das causas da retomada atipicamente lenta da atividade brasileira desde o final de 2016 seria uma postura insuficientemente estimulativa da política monetária doméstica nos últimos anos. Ademais, indicamos que, dado o atual balanço de riscos, o Banco Central do Brasil (BCB) deveria aumentar a dose de estímulo monetário.  

Flexibilização recente da LRF para municípios: esculhambação ou modernização?

No final do ano passado, o presidente da República em exercício e presidente da Câmara, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), sancionou a Lei Complementar 164 / 2018, que vinha tramitando desde 2015 (PLS 316/2015) e que foi aprovada no Congresso no começo de dezembro.

A nova lei acrescentou dois parágrafos ao artigo 23 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF, Lei Complementar 101/2000). Abaixo, o artigo supracitado completo, já com os dois novos parágrafos incluídos em dezembro (§ 5º e § 6º, destacados por mim em negrito):

A solução do enigma do deflator: crescimento do PIB em 1997-2015 foi 1 p.p. maior, por ano, do que apontam os dados oficiais

Antes de apresentar, de forma relativamente sucinta, minha reestimação do PIB brasileiro entre 1997 e 2015 à luz daquilo que apresentei nos posts anteriores, bem como alguns exercícios estatísticos/econométricos buscando validar esse recálculo, vou tecer alguns comentários à terceira postagem de Cláudio e Juliana (aqui).

De um modo geral, eles defenderam, com base em algumas comparações com outros países, que essa questão do deflator do PIB brasileiro “It is not an issue and never should have been” (palavras deles).  

O enigma do deflator do PIB: inflação ou crescimento subestimado? (Parte II)

Nesta segunda parte (aqui a primeira), irei tecer alguns comentários mais específicos aos dois primeiros posts de Cláudio e Juliana (aqui e aqui), que avaliaram dois produtos, automóveis e diesel, para então rejeitar minhas colocações sobre o que estaria por detrás do en

O quão estimulativa estaria a política monetária brasileira?

De acordo com o Banco Central do Brasil (BCB), a política monetária doméstica encontra-se, desde o final do 3º trimestre de 2017, em terreno estimulativo. Contudo, a atividade econômica ainda apresentava, em fins de 2018 – isto é, após mais de um ano de impulso monetário –, uma recuperação bastante tímida. Como consequência disso, a ociosidade da economia brasileira – vide a taxa de desemprego e o nível de utilização da capacidade instalada industrial – pouco se alterou nos últimos dois anos, desde que o “fundo do poço” foi atingido (4T/2016).

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