Bráulio Borges

Graduado em Economia e mestre em Teoria Econômica pela FEA-USP, recebeu o Prêmio Tesouro Nacional pela sua dissertação de mestrado em Finanças Públicas. Atuou no departamento econômico da Telefónica e foi professor de Macroeconomia na Pós-Graduação da GVLaw. Atualmente é economista-sênior da área de Macroeconomia da LCA e pesquisador-associado do FGV IBRE.

Chuvas muito abaixo da média desde 2012 subtraíram 1,6 p.p. ao ano, em média, do PIB brasileiro nos últimos 10 anos

Antes mesmo da recessão associada à pandemia, o Brasil já havia tido uma “década perdida” em termos de desempenho do PIB. Este post aponta que, além do fim do superciclo de commodities em 2011, chuvas muito abaixo da média explicam uma parcela relevante da “década frustrada”.

Lei de Okun, “jobless recovery” e o mercado de trabalho brasileiro nos próximos anos

PIB nacional retomou nível pré-pandemia, mas projeções são de pleno emprego só em meados desta década. Esse desfecho, porém, não é inevitável e muito menos aceitável. Transição para economia mais “verde” e menos dependente de “São Pedro” deveria ser usada como oportunidade.

Banco Central deveria adotar meta ajustada em 2022 e alongar horizonte de convergência

Com IPCA em 2021 podendo ir a bem mais de 8%, trazer inflação à meta já em 2022 será muito custoso para atividade. BCB deveria alongar horizonte de convergência e adotar meta ajustada para 2022, até para poder cumpri-la. E é preciso discutir meta “ótima” de inflação no Brasil.

Evolução dos preços no Brasil: avaliando taxas de variação e níveis

Em função dos choques gerados pela pandemia, analistas mundo afora têm avaliado vários indicadores macroeconômicos não apenas por taxas de variação, mas também pela evolução dos níveis. Neste post, avalio dinâmica de preços varejistas no Brasil observando também os níveis.

Recuperação da FBCF ainda não cobre depreciação do estoque de capital

SPE aponta que retomada ocorre em ritmo mais célere na saída da crise da Covid do que em outras recessões por causa do sucesso de políticas do lado da oferta, que estariam gerando forte estímulo ao investimento. Contudo, análise mais cuidadosa não corrobora essa avaliação.

2020, na área fiscal, combinou forte expansão anticíclica e alguma consolidação estrutural

Embora viabilizada por medidas discricionárias e não por estabilizadores automáticos, política fiscal brasileira foi fortemente expansionista em 2020. Em contraste com boa parte do período 1998-2019, postura anticíclica foi correta, e não afetou consolidação estrutural.

Depósito voluntário aprovado: mais um motivo para observar a dívida líquida

Estudos apontam que conceito mais relevante para avaliar solvência fiscal em emergentes é algum critério de dívida líquida. Aprovação do depósito voluntário remunerado reforça essa ideia, já que dívida líquida não será afetada por novo instrumento de gestão de liquidez do BC.

Solvência fiscal e o “r-g” brasileiro: evolução passada e perspectivas

Diferencial entre custo da dívida pública e expansão do PIB nominal (r-g) do Brasil em 2021 deve ser bem negativo. Exercícios sugerem que nos próximos anos r-g do país deve ser bem inferior à média 2001-20 (+2,7 pp) e pode se aproximar de zero ou de valores negativos.

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