Bráulio Borges

Graduado em Economia e mestre em Teoria Econômica pela FEA-USP, recebeu o Prêmio Tesouro Nacional pela sua dissertação de mestrado em Finanças Públicas. Atuou no departamento econômico da Telefónica e foi professor de Macroeconomia na Pós-Graduação da GVLaw. Atualmente é economista-sênior da área de Macroeconomia da LCA e pesquisador-associado do IBRE/FGV.

Algumas considerações sobre produtividade e desenvolvimento (IV): impactos estimados de algumas reformas

Como apontei ao final do post anterior, o trabalho que desenvolvi apontou como determinantes da PTF tendencial brasileira as seguintes variáveis: i) alíquota média de importação; ii) gasto com P&D, em % do PIB; iii) percentual da população vivendo as áreas rurais; iv) estoque de capital de infraestrutura econômica (energia, logística e telecomunicações); v) anos médios de escolaridade da população adulta; vi) nota média no PISA; vii) idade média do estoque de capital; e viii) grau de regulação/burocracia da economia.

Algumas considerações sobre produtividade e desenvolvimento (III): descontando impactos cíclicos e identificando determinantes estruturais da PTF

Dando sequência ao post anterior, o gráfico abaixo apresenta minha estimativa para a variação anual da PTF brasileira entre 1997 e 2017.

Algumas considerações sobre produtividade e desenvolvimento II: medindo a PTF

Dando continuidade ao post anterior, passemos para uma discussão um pouco mais aprofundada sobre a mensuração da produtividade. Vou começar pelas produtividades do trabalho e do capital, que nada mais são do que a razão entre o PIB em volume e o número de horas trabalhadas e o estoque de capital sendo efetivamente utilizado.

Implicações de um hiato entre -7% e -8%: parte III

Nesta terceira parte da sequência de posts com a temática “implicações de um hiato entre -7% e -8%”, eu iria abordar a questão do juro neutro brasileiro. Não obstante, dado o elevado interesse despertado pela parte II (cenário inflacionário em 2018-2020), vou dedicar a postagem atual ainda àquele assunto, falando de juro neutro na próxima. Também prestarei esclarecimentos técnicos sobre alguns exercícios.

Implicações de um hiato entre -7% e -8%: inflação em 2018-2020

Dando continuidade ao post anterior, agora vou me dedicar à tarefa de tentar aquilatar o cenário inflacionário doméstico para os próximos anos. A ideia é comparar um cenário construído à luz de um fechamento do hiato já em 2019 (como implicado pelas estimativas que sugerem um excesso de ociosidade hoje entre -3% e -4%) com outro em que o fechamento ocorreria somente no início da próxima década (coerente com um hiato hoje entre -7% e -8%).

Ainda sobre o hiato do produto

Os textos abaixo são uma transcrição quase literal de uma troca recente de e-mails que fiz com Samuel Pessoa, a qual foi motivada pelo post de alguns dias atrásDado o elevado interesse de diversos analistas nesse assunto, resolvi compartilhar com os leitores do blog esses e-mails. Faço um alerta de que é um post um pouco mais técnico do que o usual, mas ainda assim compreensível para boa parte dos interessados no assunto.

A diferença entre os efeitos da Lava-Jato no curto prazo e no médio e longo prazo

O objetivo deste post é duplo: i) me contrapor, parcialmente, a alguns pontos colocados em artigo recente de Roberto Castello Branco no blog do IBRE – na medida em que, ao mencionar alguns textos de Samuel Pessoa, ele acabou, indiretamente, criticando alguns argumentos que eu levantei recentemente em um longo debate sobre as causas recentes da desaceleração do crescimento brasileiro; ii) reforçar alguns dos

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