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Boletim Macro Ibre - Novembro 2017: Em compasso de espera

29/11/2017

A edição do Boletim Macro IBRE de novembro tem como destaque as incertezas que permeiam o cenário econômico e político neste fim de ano e no próximo.

Sem dúvida, as atenções estão voltadas para a possível aprovação de uma reforma da Previdência, ainda que em formato mais restrito que a proposta original. Por enquanto, é uma possibilidade, mas não uma certeza, visto que ainda aguarda apoio suficiente para ser votada (em dois turnos) na Câmara dos Deputados e depois no Senado Federal. Caso não seja aprovada, as expectativas positivas dos agentes econômicos provavelmente vão se esvair rapidamente, mas aí já se estará perto o bastante de outubro de 2018 para que os danos possam ser contidos. Nesse compasso de espera, as atenções se voltam, portanto, para o que é possível esperar nessa arena no ano eleitoral do ano que vem, a partir das heranças do ano em curso e das perspectivas do cenário externo. E, aqui, há muitas incertezas.

Porém, no meio de tanta incerteza, o Boletim destaca alguns aspectos bem menos incertos da economia brasileira. Em primeiro lugar a sólida recuperação da atividade no curto prazo. Os indicadores divulgados nas últimas semanas corroboraram as projeções do IBRE de crescimento mais robusto do PIB no terceiro trimestre, quando se exclui a contribuição negativa da agropecuária, de 0,9% ante o segundo trimestre anterior. Para o PIB agregado, o crescimento é bem mais modesto, de apenas 0,1%. Um segundo aspecto favorável é que a retomada do PIB deve ser mais difundida pela ótica da demanda, com todos os componentes crescendo, com destaque para o investimento que deverá subir após vários trimestres de contração. E nossas projeções para os principais indicadores de atividade em outubro também apontam a manutenção desse cenário de ampla retomada: a indústria e o comércio varejista, em especial, devem crescer na margem.

Há outras boas “certezas” no horizonte, como notado em edições anteriores do Boletim Macro IBRE: a perspectiva de mais um ano de inflação comportada, contas externas equilibradas, melhora nos  indicadores de mercado de trabalho e de confiança, não apenas das empresas mas também dos consumidores.

Boa leitura!

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