Ricardo Barboza

Pesquisador Associado da FGV IBRE, Professor do IBMEC e Professor Colaborador da Coppead/UFRJ. Mestre em Macroeconomia e Finanças pela PUC-Rio.

Vamos falar de histerese?

Este é um tópico extremamente importante, porém bastante negligenciado no debate econômico nacional (e muitas vezes tachado de “coisa de heterodoxo”). Para começar, é preciso ter claro que o PIB de um país pode ser analisado de duas formas, por definição. Primeiro, sob a ótica do PIB potencial – ou do crescimento de longo prazo. Segundo, sob a ótica do hiato do produto – ou dos ciclos econômicos de curto prazo.

Copom das Artes

A política monetária é uma mistura de ciência com arte. Mas o quanto existe de ciência e o quanto existe de arte, isso depende do contexto. Já o tipo de arte que se pratica, isso depende de cada Banco Central.

A essa altura, já se sabe que a recessão causada pelo coronavírus representa a pior crise econômica da história do Brasil. O PIB de 2020 vai sofrer a maior contração anual desde quando há dados disponíveis, mais precisamente desde 1900 (ver gráfico).

Transparência do Banco Central

A política monetária é um poderoso instrumento de política pública. Mudanças na taxa de juros afetam o PIB, a taxa de desemprego e a inflação, variáveis fundamentais para o bem-estar social.

Mas não é fácil a vida de uma autoridade monetária. Decisões tomadas por Bancos Centrais impactam a economia e a inflação após um período razoável de tempo. Isso requer bons modelos de projeção.

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