Nelson Barbosa

Professor Titular da EESP/FGV, Professor Visitante da UnB e Pesquisador do IBRE/FGV. Foi Ministro da Fazenda e do Planejamento (Governo Dilma).

E a contração fiscal é ... contracionista!

O debate sobre a hipótese da “contração fiscal expansionista” gerou mais calor do que luz nos últimos 20 anos.

Apresentada inicialmente por Alesina e Ardagna (1998), essa proposição estabelece que um ajuste fiscal pode ser expansionista se os impactos negativos das medidas adotadas sobre a demanda pública forem mais do que compensados pelo impacto positivo da melhora das expectativas e da queda da taxa de juro sobre a demanda privada.

Carga Tributária, dividendos e amnésia seletiva

O ajuste fiscal necessário para estabilizar o endividamento público requer tanto uma redução do crescimento dos gastos quanto uma recuperação da receita tributária do governo. À exceção de alguns neoliberais de jardim de infância – que são contra qualquer aumento de impostos por achar que o governo é sempre bobo, mau e feio – a maioria dos economistas sabe que é inevitável aumentar a receita tributária para reequilibrar o orçamento público. Os últimos dois grandes ajustes fiscais realizados no  Brasil corroboram essa conclusão.

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