Debates

Bets não vendem apostas, vendem decisões

6 jul 2026

Plataformas de apostas usam "Arquitetura Econômica da Dependência" para reter usuários via vieses cognitivos e design persuasivo. Baseado em dados, estudo expõe impacto na renda familiar e propõe regulação do design das plataformas de apostas.

Introdução

Em 2025, primeiro ano completo do mercado regulado, as plataformas de apostas esportivas registraram receita bruta de R$ 37 bilhões no Brasil, segundo a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. O governo contabilizou 25,2 milhões de apostadores ativos, o equivalente a cerca de 12% da população adulta, consolidando o Brasil como um dos cinco maiores mercados globais de apostas.

Os números provocaram reação imediata e geraram audiências no Congresso, propostas de tributação e uma série de medidas regulatórias que ainda estão em curso. Essas iniciativas são necessárias e representam avanços importantes. No entanto, o debate público em torno das bets ainda não enfrentou a questão mais fundamental, que é compreender por que tantas pessoas continuam apostando mesmo depois de acumular perdas sistemáticas.

Leia aqui o artigo completo.


As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor, não refletindo necessariamente a opinião institucional da FGV.

Comentários

Edgar Jacobs
Parabéns pelo texto, muito interessante. Pesquiso o tema sob enfoque do direito do consumidor, penso que as bets são também um espaço de testes para como devem ser as vendas nesse mesmo contexto.
Fábio
Não basta alterar a regular o design, há necessidade de simplesmente proibir. A associação de bets já verificou que metade do mercado é de bets ilegais.

Deixar Comentário

To prevent automated spam submissions leave this field empty.
Ensino