Atividade econômica do Estado do Rio de Janeiro (1996-2019)

12/11/2021

Este artigo, “Atividade Econômica do Estado do Rio de Janeiro (1996-2019)”, foi apresentado no II Seminário de Economia Fluminense, com análise comparativa dos dados econômicos do RJ em relação aos dados nacionais, da região Sudeste, e dos Estados de São Paulo e Minas Gerais.

No II Seminário de Economia Fluminense, promovido pela UFRRJ, através do PPGER – Programa de Pós-Graduação em Educação Regional e Desenvolvimento, realizado virtualmente em julho de 2021, foi apresentado o artigo “Atividade Econômica do Estado do Rio de Janeiro (1996-2019)”,[1] na abertura da primeira seção, sobre a “Crise Socioeconômica Fluminense”. A apresentação pode ser vista aqui e aqui.

O resumo do artigo é o seguinte: o Estado do Rio de Janeiro, que corresponde a 10% do PIB brasileiro, é um dos principais Estados do Brasil. A cidade do Rio de Janeiro sediou a final da Copa do Mundo em 2014, além das Olimpíadas de 2016, fato que contribuiu para ser o último Estado do país (dentre os 13 Estados com dados disponíveis do IBCR - BCB) a entrar em recessão, depois da crise nacional de 2014/16. Além disso, como vários Estados, também passa por uma crise fiscal. O objetivo deste artigo é analisar, por meio de uma análise comparativa dos dados, a atividade econômica do Estado do Rio de Janeiro desde a década de 1990, comparando com os dados nacionais, da região Sudeste, e dos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Além disso, há uma análise, por meio do método do controle sintético, de maneira a mensurar como foi o descolamento entre os dados efetivos e estimados para o PIB do Estado do Rio de Janeiro, colocando a intervenção no ano de 2013, ano anterior da recessão brasileira de 2014/16. Entre 1996 e 2019, a economia do Estado do Rio de Janeiro cresceu menos do que a economia brasileira, do que a região Sudeste, e do que os Estados de São Paulo e Minas Gerais. Em 2018, foi o único dentre os 13 Estados com dados disponíveis do IBCR a apresentar uma queda no indicador. No exercício do controle sintético, no período pós-intervenção (2013-2019), o PIB fluminense recuou, em média, 0,6% ao ano, e o “RJ sintético” cresceu 1,2% em média e ao ano.


As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor, não refletindo necessariamente a opinião institucional da FGV. 

[1] Artigo completo disponível nos anais do II Seminário de Economia Fluminense, nas páginas 145 – 165.

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