Bets não vendem apostas, vendem decisões

Plataformas de apostas usam "Arquitetura Econômica da Dependência" para reter usuários via vieses cognitivos e design persuasivo. Baseado em dados, estudo expõe impacto na renda familiar e propõe regulação do design das plataformas de apostas.
Introdução
Em 2025, primeiro ano completo do mercado regulado, as plataformas de apostas esportivas registraram receita bruta de R$ 37 bilhões no Brasil, segundo a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. O governo contabilizou 25,2 milhões de apostadores ativos, o equivalente a cerca de 12% da população adulta, consolidando o Brasil como um dos cinco maiores mercados globais de apostas.
Os números provocaram reação imediata e geraram audiências no Congresso, propostas de tributação e uma série de medidas regulatórias que ainda estão em curso. Essas iniciativas são necessárias e representam avanços importantes. No entanto, o debate público em torno das bets ainda não enfrentou a questão mais fundamental, que é compreender por que tantas pessoas continuam apostando mesmo depois de acumular perdas sistemáticas.
As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor, não refletindo necessariamente a opinião institucional da FGV.










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