Boletim Macro: Brasil em um “novo normal”?

24/04/2018

O Brasil parece ter ingressado em uma etapa de menor volatilidade, mas não necessariamente mais reconfortante. A inflação segue surpreendendo favoravelmente, permitindo a queda da taxa básica de juros, para o que também ajuda o ambiente externo de alta liquidez. O relaxamento monetário tem ajudado a impulsionar a atividade econômica, que segue em processo de retomada, mas devagar, sem empolgar. Com isso, o reaquecimento do mercado de trabalho também é lento, o que ajuda no controle da inflação, mas atrapalha a recuperação da atividade, além de ser um fator com influência imprevisível nas eleições. Esse novo normal de melhorias muito graduais deve se manter em cena por ainda algum tempo, a menos de algum choque vindo de um ambiente externo cada vez mais conturbado ou de uma alta na aversão ao risco causada por quadro eleitoral que não se define. 

No Boletim do mês passado destacamos que as perspectivas para a economia brasileira neste começo de ano mantinham-se, de maneira geral, positivas, mas que os dados de atividade econômica no curto prazo dosaram o otimismo da maior parte dos analistas com a capacidade de recuperação econômica do Brasil. De fato, se, por um lado, os dados apontavam crescimento próximo de 3%, por outro, já não sustentavam projeções da ordem de 3,5 ou 4,0%. No entanto, do mês passado para abril, novas surpresas negativas com os dados de atividade econômica deverão impor mais uma sequência de revisões para baixo nas projeções de crescimento do PIB. Veja a edição de abril do Boletim Macro.

As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor, não refletindo necessariamente a opinião institucional da FGV.

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