Silvia Matos

O risco de insolvência do governo pressiona os mercados

Depois de três meses de forte reação positiva à surpresa de quão intensos foram os estímulos monetários e fiscais dados pelos governos de diferentes países, em especial nos EUA, o mercado de ativos financeiros começou a andar de lado. Isso pode ser visto tanto no mercado acionário americano (SP 500), europeu (STOXX 600) e brasileiro (IBOVESPA), como na taxa de câmbio (DXY e R$ / US$), por exemplo, que há meses oscilam em intervalos estreitos ou, pelo menos, não muito largos.

O avanço da pandemia da Covid-19 amplia a incerteza sobre os dados de PTF no Brasil.

Os eventos dos últimos meses associados à pandemia da Covid-19 elevaram de forma extraordinária o nível de incerteza em relação ao desempenho da economia e têm provocado impactos negativos sobre a atividade econômica, o mercado de trabalho e, consequentemente, sobre a produtividade de vários países.[1]

Recuperação econômica continua no segundo semestre, mas se espera uma solução fiscal

A economia mundial segue se recuperando, apesar de o ritmo de contágio pelo coronavírus se manter em um patamar elevado, ainda que estável. Desde meados de julho, a média de novos casos diários tem ficado em torno de 250 mil no mundo, com a queda nos EUA e no Brasil sendo compensada pela aceleração em alguns países europeus e na Índia, que se tornou o novo epicentro mundial da Covid-19, com cerca de 100 mil novos casos diários.

O avanço da pandemia da Covid-19 amplia a incerteza sobre os dados de produtividade no Brasil

Os eventos dos últimos meses associados à pandemia da Covid-19 elevaram de forma extraordinária o nível de incerteza em relação ao desempenho da economia e têm provocado impactos negativos sobre a atividade econômica, o mercado de trabalho e, consequentemente, sobre a produtividade de vários países.[1]

Produtividade Total dos Fatores no Brasil: uma visão de longo prazo

Com o fim do bônus demográfico, a única forma de aumentar a renda per capita do Brasil nas próximas décadas será por meio da elevação da produtividade do trabalhador. Por isso, discussões sobre o tema da produtividade ganham cada vez mais importância no meio acadêmico e entre os formuladores de política econômica.

Recuperação em curso, mas gradual e com muitas dúvidas e riscos

Na maioria dos países, o pior da crise de saúde pública e na economia parece ter ficado para trás. Em que pesem alguns focos localizados, como no Sul dos EUA, o número de novos casos parou de crescer e o de mortes vem caindo, conforme melhoram os protocolos hospitalares e se identificam novos tratamentos contra a Covid-19. Há também boas notícias quanto à busca de uma vacina, ainda que essa não deva estar disponível em larga escala este ano, mesmo no melhor dos cenários.

Retomada em meio à incerteza

No último mês, a pandemia começou a dar sinais de estar sendo controlada nos países desenvolvidos, com exceção de alguns estados americanos. Nos países desenvolvidos, os governos têm avançado com o processo de reabertura da economia, ainda que mantendo medidas preventivas para reduzir o risco de novas ondas de contaminação. Ao mesmo tempo, os fortes estímulos monetários e fiscais iniciados em março têm contribuído para evitar uma recessão mais profunda e prolongada.

Produtividade total dos fatores apresenta queda de 1,7% no primeiro trimestre de 2020

Com o fim do bônus demográfico, a única forma de aumentar a renda per capita do Brasil nas próximas décadas será por meio da elevação da produtividade. Por isso, discussões sobre este tema ganham cada vez mais importância no meio acadêmico e entre os formuladores de política econômica.

Com o avanço da pandemia do coronavírus, produtividade do trabalho recua 1% no primeiro trimestre de 2020

A recente divulgação, por parte do IBGE, das Contas Nacionais Trimestrais e dos dados da Pnad Contínua, permitiu o cálculo do indicador trimestral de produtividade do trabalho do IBRE/FGV.[1] Os indicadores do primeiro trimestre de 2020 apontaram para uma forte redução do nível de atividade econômica, com queda do valor adicionado de 0,2% em relação ao primeiro trimestre de 2019 e de 1,6% em relação ao quarto trimestre de 2019.[2

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