Depressão brasileira: causas passadas ou presentes?

25/05/2018

A crise brasileira terminou, segundo o Codace, no quarto trimestre de 2016. Foi a segunda maior perda de PIB per capita dos últimos 120 anos e a crise mais longa, isto é, aquela em que se passarão mais anos até que o PIB per capita atinja o pico prévio, no caso, 2013.

Para termos uma ideia da profundidade da depressão, basta lembrar que, no auge da perda de PIB per capita, em 2016, registrava-se uma queda de 9,1% em comparação a 2013.

Houve, desde o início do século XX, além do atual, outros quatro episódios de grandes perdas de PIB per capita. O primeiro, com início em 1914, produziu queda de 7,6% e foram necessários três anos para se superar o pico prévio; o segundo, iniciado em 1929, teve queda de 7,9%, com cinco anos para se superar o pico prévio; o terceiro, com início em 1981, caracterizou-se por recuo de 12,4% e seis anos para se superar o pico prévio; e, finalmente, no quarto, começado em 1990, a queda foi de 7,7% e passaram-se seis anos até se superar o pico prévio.

Veja a íntegra desta análise na coluna Ponto de Vista da Conjuntura Econômica de maio.

As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor, não refletindo necessariamente a opinião institucional da FGV.

Comentários

Paulo Augusto Franke
Samuel está errado. Não há recessão, não há crise, não cabe falar em retomada, nem em recuperação. Tivemos uma bolha de crédito e endividamento entre 2003 e 2014. Essa bolha explode agora. Todo o PIB falsamente inflado por dívidas será agora desinflado, pela necessária e natural desalavancagem. Estamos voltando ao nosso tamanho normal, não cabe falar em retorno ao pico da bolha, de 2013.
fernando
Analise brilhante sobre a Grande Depressão Petista de 2014.

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