Infraestrutura

Heterogeneidade dos impactos da infraestrutura no Brasil: análise comparativa dos multiplicadores de produção e emprego

24 abr 2026

Análise com Matriz Insumo-Produto de impactos de investimentos em infraestrutura mostra transporte com melhor equilíbrio entre alta da produção e geração de empregos. E há combinações distintas de efeitos diretos/indiretos/induzidos entre setores.

Introdução

Os investimentos em infraestrutura ocupam posição central no debate sobre o desenvolvimento econômico e social no Brasil, dado seu papel estruturante na organização do território e no funcionamento da economia. Em um país de grande dimensão e elevada heterogeneidade regional, a qualidade dos sistemas de transporte, construção, infraestrutura urbana e dos serviços associados à energia, saneamento e informação condiciona a integração produtiva, a competitividade e o acesso da população a bens e serviços essenciais.

Apesar dessa relevância, o Brasil tem investido historicamente pouco em infraestrutura. Nas últimas décadas, o investimento total no setor tem oscilado entre 1,5% e 2,0% do PIB, patamar inferior ao necessário para repor a depreciação do estoque existente e ampliar a capacidade instalada. Estimativas indicam que seriam necessários investimentos entre 4% e 5% do PIB ao ano para sustentar o crescimento e reduzir gargalos estruturais, patamar significativamente superior ao observado nas últimas décadas (WORLD BANK, 2017; CNI, 2022). Essa insuficiência tem contribuído para o chamado Custo Brasil, reduzindo a competitividade e aprofundando desigualdades regionais ao limitar a integração econômica e o acesso a serviços essenciais.

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As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva dos autores, não refletindo necessariamente a opinião institucional da FGV. 

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