Trabalho

Impactos do avanço da inteligência artificial no mercado de trabalho: o que fazer?

9 fev 2026

Ocupações intensivas em tarefas analíticas repetitivas e processamento de informação têm alta exposição à via IA. No Brasil, 20% da população ocupada tem alta exposição e baixa complementaridade com IA, sendo vulnerável à perda do emprego.

O impacto das novas tecnologias no mercado de trabalho é uma questão central da atualidade. Diante dos avanços recentes da inteligência artificial (IA) generativa, cuja velocidade de disseminação é bem maior que a do computador pessoal e da internet, o tema se tornou ainda mais urgente.

Revisão da literatura - A forma mais sólida de pensar os impactos da IA sobre o trabalho é em termos de tarefas, e não de “empregos inteiros”. Acemoglu e Restrepo (2018) propõem um arcabouço em que tecnologias podem: (i) automatizar tarefas antes feitas por humanos (“displacement effect”), (ii) criar novas tarefas intensivas em trabalho (“reinstatement effect”), ou (iii) aumentar a produtividade de tarefas já existentes, complementando o trabalho humano.

Nesse contexto, a IA aparece como um conjunto particularmente potente de tecnologias em tarefas cognitivas e de processamento de informação, incluindo análise de texto, classificação, previsão e tomada de decisão baseada em padrões.

Loundou et al (2023) estimam que aproximadamente 80% da força de trabalho dos EUA poderia ter pelo menos 10% de suas tarefas afetadas pela introdução de GPTs, enquanto cerca de 19% dos trabalhadores podem ter pelo menos 50% de suas tarefas impactadas. A influência abrange todos os níveis salariais, com empregos de maior renda potencialmente enfrentando maior exposição.

Leia aqui a versão integral da Carta do IBRE de janeiro/2026.


As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor, não refletindo necessariamente a opinião institucional da FGV.

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