Nova estimativa histórica do PIB brasileiro: 1574 até 1920

Estudo de Lambais e Palma mapeia PIB per capita brasileiro de 1574 a 1920, validando Celso Furtado sobre estagnação econômica. Pesquisa conclui que economia escravista, com oferta elástica de trabalho, deprimiu salários e freou progresso técnico.
Guilherme Lambais, professor assistente da Universidade Lusíada em Lisboa, e Nuno Palma, professor de economia da Universidade de Manchester, Inglaterra, acabam de circular um trabalho, ainda não publicado, em que eles calculam a evolução do PIB per capita brasileiro desde 1574 até 1920.[1]
Os ingredientes para o cálculo do PIB per capita são uma série de salário real para trabalhadores desqualificados e qualificados para esse período, séries de preços de alimentos e de outros bens, também para 1574 a 1920, bem como série da produção agrícola e da população para o mesmo período. A partir de fontes secundárias, há séries para a população total, agrícola, livre e escravizada.
As séries de preços e de salários foram obtidas das fontes secundárias disponíveis bem como de fontes primárias, desde registros das Santas Casas, Torre do Tombo, em Lisboa, e outras fontes. As séries para salários foram construídas em outro paper da dupla.[2] Os autores coletaram 11.000 preços de bens em diversas cidades brasileiras para o período e 23.000 dados de salários.
Acesse aqui a íntegra da coluna Ponto de Vista de abril/2026, da Conjuntura Econômica.
As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor, não refletindo necessariamente a opinião institucional da FGV.
[1] Haw a nation was born: Brazilian economic growth, 1574-1920”, https://documents.manchester.ac.uk/display.aspx?DocID=78921, março de 2026.
[2] “African Slavery and the Reckoning of Brazil”, https://gbrlambais.github.io/reckoning.pdf, outubro de 2025.










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