Perspectivas para a dívida pública brasileira no pós-Covid-19

21/07/2020

Ainda que a evolução dos indicadores de alta frequência venha sugerindo um quadro menos desolador do que aquele vislumbrado pela maioria dos analistas há um ou dois meses, isso não evitará que a crise causada pela pandemia do novo coronavírus tenha como resultado um PIB global com queda anual semelhante àquela observada em 1930, ano que que marcou o início da chamada Grande Depressão, após o colapso da Bolsa norte-americana no final de 1929

Naturalmente, as autoridades de boa parte dos países do mundo reagiram a esse choque, introduzindo diversas respostas de política econômica para minimizar/combater os efeitos sanitários, sociais e econômicos desta crise.

A combinação dessas medidas de política, em especial aquelas de natureza fiscal, com a inevitável retração da atividade (e seus impactos sobre a arrecadação tributária), deverá ter como resultado uma elevação expressiva do endividamento público em todo o mundo.

No Brasil o quadro não será muito diferente daquele apontado na figura acima. Boa parte dos analistas projeta um salto de cerca de 20 p.p. do PIB do endividamento neste ano. Contudo, em contraste com as principais economias centrais – emissoras de moedas de reserva e de instrumentos de dívida considerados ativos seguros pelos investidores globais – e com alguns emergentes, o Brasil adentrou esta nova crise já sob um quadro de acentuada fragilidade fiscal, sobretudo em termos de estoques (isto é, dívida). Isso eleva ainda mais os desafios associados à sustentabilidade fiscal doméstica nos próximos anos e décadas.

É nesse contexto que esta nota se insere, ao apresentar algumas simulações para o endividamento público brasileiro a partir de diferentes cenários e premissas, definindo, assim, um leque de opções de política econômica para lidar com esses desafios.

Para mais detalhes, ver o texto completo no Observatório de Política Fiscal do FGV IBRE, aqui.


As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor, não refletindo necessariamente a opinião institucional da FGV.

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