Qual será o impulso fiscal dos governos regionais em 2026?

Sem impulso fiscal do gasto público de governos federal e regionais (estes com destaque), PIB do Brasil quase não teria crescido no período 2022-2025. Mas impulso subnacional de 2026 será muito menor que o de 2022, mesmo em cenário mais agressivo.
Entre 2010 e 2019, a média do gasto de Estados e municípios foi 10% superior ao do gasto orçamentário do governo central. Hoje, a despesa regional é 25% maior que a federal, com o gasto dos entes subnacionais tendo crescido aproximadamente R$ 500 bilhões em termos reais naquele período, comparado à expansão de cerca de R$ 150 bilhões do governo central orçamentário. O tema desta Carta é o impulso fiscal dos governos subnacionais – frequentemente desconsiderado pelos analistas – no processo batizado (a propósito) pelo economista Manoel Pires como “descentralização fiscal silenciosa”. Pires coordena o Centro de Política Fiscal e Orçamento Público do FGV-IBRE.
O “gasto orçamentário” do governo federal, mencionado acima, e utilizado nesta Carta, desconta despesas que são transferências para Estados e municípios (para além dos fundos de repartição de impostos) como o Fundeb, o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), emendas Pix, ressarcimentos da lei Kandir e outros itens. Todos os números citados nesta Carta estão a valores do 3º trimestre de 2025, deflacionados pelo deflator do PIB.
Leia aqui a versão integral da Carta do IBRE de março/2026.
As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor, não refletindo necessariamente a opinião institucional da FGV.










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