Será que o Brasil está finalmente vacinado contra o populismo econômico?

20/04/2018

Como já discutimos mais de uma vez neste espaço, a profunda crise que se abateu sobre a economia brasileira a partir do segundo trimestre de 2014 – a taxa de investimento iniciou seu processo de queda no quarto trimestre de 2013 –, e que acabou por se tornar a segunda maior perda de PIB per capita e a mais longa crise dos últimos 120 anos, resultou do esgotamento de duas dinâmicas.

O contrato social da redemocratização – o desejo da sociedade, expresso no texto constitucional de 1988 e que tem sido repactuado e referendado em todos os pleitos eleitorais desde então, de construir no Brasil um Estado de bem-estar social do padrão europeu continental – produziu uma profunda crise fiscal.

O gasto público cresceu a taxas acima da expansão da economia de 1992 até 2014, saindo de 11% do PIB para quase 20%. Esse crescimento espetacular da despesa pública resultou de diversas medidas, inclusive de dispositivos não constitucionalizados que foram seguidamente votados e apoiados pelo sistema político, como, por exemplo, o aumento real do salário mínimo. Ou seja, a expansão do gasto público a uma velocidade superior ao crescimento do PIB resultou do funcionamento normal de nossa economia. Leia o artigo completo de Samuel Pessoa na Revista Conjuntura Econômica de abril.

As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor, não refletindo necessariamente a opinião institucional da FGV.

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