Ao longo dos últimos anos o surgimento de novos serviços baseados em plataformas digitais, como aplicativos de transporte (Uber, 99, Cabify), compartilhamento de bicicletas e patinetes elétricos, trouxe novas opções de deslocamento e transformou o transporte urbano. Como em todo processo de transição, há ganhadores e perdedores. Os usuários do transporte coletivo, até então considerados cativos, agora possuem alternativas e, por conta disso, demandam maior qualidade e conveniência.
No dia 16 de março deste ano, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, vetou o projeto de lei 478 aprovado na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) que previa a possibilidade do pagamento de tarifas de transportes públicos com cartão de débito. A justificativa apresentada se ampara no argumento de que o projeto dispõe sobre meios de pagamento, interferindo, assim, na competência privativa da União de legislar sobre a questão de Direito Civil.
O Uber lançou na semana passada nova modalidade do seu serviço de transporte de passageiros, o Uber Express POOL. Essa modalidade tem como semelhança ao Uberpool o compartilhamento da corrida entre usuários. A diferença é que, enquanto na modalidade POOL a origem e destino são escolhidos pelo usuário, no Express POOL, após a escolha da origem e destino, o aplicativo determina pontos de embarque e desembarque próximos de forma a otimizar a corrida. É como se fosse um serviço de transporte coletivo com rotas e pontos de parada dinâmicos.
O Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou recentemente em entrevista (pela enésima vez) que está prestes a lançar o novo edital de concessão do Maracanã. A licitação anterior, vencida pela Odebrecht, que ficou marcada por escândalos de corrupção envolvendo a empreiteira e o então governador Sergio Cabral, está próxima de ser rescindida.
Muito se fala da revolução tecnológica em curso no mundo. O World Economic Forum (2016)[1] prevê que estamos diante do início de uma revolução que está mudando a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Os autores do documento denominam o conjunto de mudanças tecnológicas de Quarta Revolução Industrial.
A operação "Ponto Final", deflagrada pela Polícia Federal no Rio de Janeiro, revelou indícios de esquema de pagamento de propinas no setor de transporte rodoviário a políticos do estado nos últimos 25 anos. As suspeitas sobre o setor por parte da imprensa e da população também ocorrem em outras cidades do país. O desafio que se coloca, portanto, é sobre como criar mecanismos de transparência e evitar que novos casos como esse se repitam.
Duas das principais causas da tarifa elevada dos serviços de ônibus são a configuração das cidades e o hábito dos deslocamentos diários casa-trabalho. Grande parte da população mora distante do seu emprego ou estudo, o que torna necessário longos deslocamentos diários. O local de trabalho/estudo normalmente se concentra em poucas – ou por vezes únicas – localidades comerciais, que convencionamos denominar Centro da Cidade. Para piorar, a maioria das empresas inicia e finaliza a jornada de trabalho aproximadamente na mesma hora.
Uma medida de força para a economia
O IBRE elegeu a produtividade como uma das preocupações centrais de sua missão institucional de contribuir para o debate sobre o desenvolvimento do país. Com esse objetivo, o site Observatório da Produtividade - Regis Bonelli reúne uma ampla base de dados, estudos e análises sobre a produtividade, com o objetivo de fornecer informações para uma maior compreensão do tema e contribuir para a formulação de políticas públicas que possam aumentar a produtividade e impulsionar o crescimento. Acesse Observatório da Produtividade - Regis Bonelli.
Fábio Giambiagi é obcecado pelos dados. É com essa obsessão e uma bagagem de quase quatro décadas acompanhando temas fiscais que o autor lançou uma radiografia da política fiscal brasileira no livro “Tudo sobre o déficit público” que é uma boa sugestão de leitura para quem deseja aprender sobre a evolução histórica das contas públicas no Brasil e seus desafios. Leia mais aqui.