Nelson Barbosa

Professor Titular da EESP/FGV, Professor Adjunto da UnB e Pesquisador do IBRE/FGV. Foi Ministro da Fazenda e do Planejamento (Governo Dilma).

Política Monetária pós Covid-19

Antes do choque atual, vários economistas já discutiam as limitações da política monetária para estimular a economia. Lembrando, o crescimento mundial desacelerou em 2018-19 e a previsão inicial para este ano era de pequena aceleração, puxada por emergentes. Nos países avançados, a expectativa era de nova desaceleração e isto gerou pedidos de mais ativismo fiscal, antes do choque atual.

Câmbio e reservas: até onde vai o BC?

O ano de 2020 começou com depreciação das moedas emergentes em relação ao dólar, que por sua vez se acentuou a partir da “crise do coronavírus” na China.

No caso do Brasil, nossa taxa de câmbio nominal subiu para 4,25 BRL por USD nos últimos dias, o que em termos reais é um cotação aproximadamente 18% acima da média verificada desde 1988, segundo a série de câmbio real efetivo calculada pelo BC, com base no IPCA e nos preços de nossas exportações (Figura 1).

Evolução do PIB per capita e situação política

Entramos nos anos 20. A virada de indicador decenal levou às análises de sempre sobre nossa nova “década perdida”, supostamente a terceira desde 1980. Diante dessa avaliação, este texto tem por objetivo uma tarefa simples, apresentar a evolução do PIB per capita do Brasil desde 1900 e associar momentos de desaceleração/recessão com mudanças políticas.

Keynesianismo envergonhado, versão 2020

A economia brasileira tem apresentado a mais lenta recuperação após uma recessão (queda do PIB per capita) por três anos. As expectativas de mercado indicam que, depois da queda em 2014-16, teremos o terceiro ano de crescimento menor do que 1% aa em termos per capita.

Parte desta lenta recuperação tem causa externa, nos efeitos da disputa entre EUA e China sobre o comércio internacional, bem como no impacto da crise argentina sobre a indústria brasileira.

Analisando a reforma da Previdência: Militares

Encerro minha série de doze textos sobre a reforma da previdência analisando o caso dos militares. Sei que os militares preferem se referir ao seu caso como “sistema de proteção social” em vez de “previdência”, mas como se trata de pagamento de benefícios durante a “reserva” ou inatividade da pessoa em questão, ou de pensões para seus dependentes, acho melhor tratar isso com a mesma lógica da previdência.

Analisando a reforma da Previdência: Policiais

O Senado deve aprovar a reforma da Previdência até o final deste mês. Até agora as modificações em relação ao texto votado pela Câmara foram mínimas, indicando que o processo deve ser concluído até o final de outubro.

Como coloquei no início dessa série de textos, a PEC 06-19 inclui várias reformas. Nesse texto abordarei a questão dos policiais, que foi objeto de modificação por parte da Câmara.

Analisando a reforma da Previdência: benefício rural

A Câmara dos deputados rejeitou a proposta de reforma da previdência rural apresentada pelo governo. Apesar dessa decisão o problema persiste, pois nas condições atuais a previdência rural gera grande parte do déficit do INSS, não tem mecanismos efetivos para comprovar se o beneficiário realmente exerceu a atividade rural e carece de financiamento patronal adequado.

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