Nelson Barbosa

Professor Titular da EESP/FGV, Professor Adjunto da UnB e Pesquisador do IBRE/FGV. Foi Ministro da Fazenda e do Planejamento (Governo Dilma).

Compromissadas de longo prazo

A crise da Covid-19 e o inevitável aumento do déficit e dívida pública neste ano geraram debate sobre o financiamento direto do Tesouro Nacional (TN) pelo Banco Central (BC). Já escrevi sobre este tema neste blog, mas volto ao assunto para analisar o que o BC pode fazer com base na legislação vigente:

Nossa Constituição federal diz que:

Primeiro impacto fiscal da Covid-19: queda da dívida líquida

O choque econômico da Covid-19 aumentará substancialmente as dívidas bruta e líquida do governo brasileiro. A expectativa de déficit primário está entre 8% e 10% do PIB para este ano. Somando o pagamento líquido de juros de 4% do PIB, o déficit nominal do governo deve, sozinho, elevar a dívida liquida entre 12 e 14 pontos percentuais (pp) do PIB em 2020.

Auxílio emergencial para Estados e municípios na “coronacrise”

Na última sexta, apresentei uma proposta de auxílio para estados e municípios (E&M) em minha coluna semanal no jornal Folha de São Paulo. Hoje volto ao tema com um texto mais longo, pois nem tudo cabe em coluna de jornal. Aproveito para corrigir erros e incorporar sugestões de alguns colegas, em resposta à minha proposta. Para facilitar a exposição, dividirei o texto em seções.

Política Monetária pós Covid-19

Antes do choque atual, vários economistas já discutiam as limitações da política monetária para estimular a economia. Lembrando, o crescimento mundial desacelerou em 2018-19 e a previsão inicial para este ano era de pequena aceleração, puxada por emergentes. Nos países avançados, a expectativa era de nova desaceleração e isto gerou pedidos de mais ativismo fiscal, antes do choque atual.

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