Petróleo e Gás

Os vários impactos no Brasil do novo choque do petróleo

8 jun 2026

Guerra eleva PIB de exportadores líquidos de petróleo como Brasil, que pode ganhar R$ 80 bi em arrecadação. País avança em biocombustíveis, estabilizando demanda por combustíveis fósseis, mas segue vulnerável na importação de fertilizantes nitrogenados.

A alta do preço do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio traz um efeito estagflacionário generalizado em boa parte do mundo, mas encontra o Brasil consolidado como exportador líquido, o que impulsiona o PIB e a arrecadação federal. O superávit na balança comercial de petróleo e derivados vem crescendo não só pelo aumento da exploração (e agora dos preços), mas também pela estabilização da absorção interna de hidrocarbonetos causada pelo avanço dos biocombustíveis. Por outro lado, o Brasil ainda enfrenta gargalos no refino de diesel, nafta e, sobretudo, no dos fertilizantes, o que expõe o agronegócio a riscos geopolíticos. E há, evidentemente, o problema do impacto da alta do petróleo na inflação.

A guerra e o petróleo – O petróleo tipo Brent estava oscilando em torno de US$ 65-70 no final do ano passado e começo de 2026, e, pós-eclosão do conflito no Oriente Médio, tem variado em torno de US$ 100 com muita volatilidade, ao sabor do noticiário sobre a guerra. O mercado futuro aponta gradual volta ao nível de preços anterior ao conflito até o final de 2027. A projeção dos analistas deste mercado não é muito diferente. A visão, portanto, é de um choque temporário, embora persistente.

Leia aqui a íntegra da Carta do IBRE de maio/2026


As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor, não refletindo necessariamente a opinião institucional da FGV.

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