PIB/Indicadores/Cenários

2023: um ano com muitos desafios

23 jan 2023

Mundo e Brasil terão desaceleração do crescimento e juros altos este ano. Ibre projeta crescimento do PIB brasileiro de 0,2% em 2023. Agenda econômica crível e consistente é essencial para acelerar ritmo da economia no Brasil.

Apesar de o ano ter começado de modo bem turbulento, no que tange à política econômica estas primeiras semanas serviram para que, de fato, se começassem a ter mais definições, tanto em termos da equipe como da agenda econômica.

Em relação a esta, a primeira grande questão está relacionada ao tamanho do rombo fiscal de 2023, que, pela LDO, fecharia o ano em torno de R$ 232 bilhões, mais de 2% do PIB. O Ministério da Fazenda anunciou um conjunto de medidas visando reduzir esse déficit. Para atingir esse objetivo, as propostas trazidas a público combinam o aumento das receitas, que ficaria em torno de 190 bilhões de reais, com a redução de despesas, que seria, porém, de apenas 50 bilhões em relação ao que prevê a LDO – isto é, ainda com forte aumento em relação ao que foram em 2022.

Mesmo o governo não tem, porém, muita confiança de que essas metas serão atingidas. De acordo com o Ministro da Fazenda, o objetivo é obter um déficit abaixo de 1% do PIB, pois há expectativa de ser difícil de atingir o impacto fiscal potencial total, estimado em torno de R$ 240 bilhões, o suficiente para gerar um superávit primário já em 2023.

Leia aqui o artigo completo na versão digital do Boletim Macro de janeiro/2023.

As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva dos autores, não refletindo necessariamente a opinião institucional da FGV. 

 

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