Armando Castelar

Coordenador de Economia Aplicada do FGV IBRE e Professor do IE/UFRJ. Castelar é Ph.D. em Economia pela University of California, Berkeley, mestre em Estatística (IMPA) e Administração de Empresas (COPPEAD), e Engenheiro Eletrônico pelo ITA. É membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República e do Conselho Empresarial de Economia da FIRJAN e escreve colunas mensais para os jornais Valor Econômico e Correio Braziliense. 

Serviços se recuperam, comércio e indústria desaceleram, inflação não dá trégua

No Brasil, como de forma geral no resto do mundo, o último trimestre de 2021 começa com a economia colhendo os benefícios do gradual controle da pandemia da Covid-19, em termos do ritmo da atividade econômica e da geração de empregos. Por outro lado, cresce a preocupação com a alta inflação, que tem se mostrado mais persistente do que muitos, aí incluídos os principais bancos centrais, esperavam até meses atrás.

“Tapering” à vista

Redução de injeções mensais de US$ 120 bilhões pelo Fed (BC dos EUA) por meio de compra de títulos em mãos do mercado pode acontecer ainda este ano, se variante delta não frear demais economia americana. O Brasil, já atingido pelo “tapering no passado”, deveria se preparar.

Estagflação global?

Uma das consequências da robusta retomada global é a alta da inflação. Oscilações recentes no humor dos mercados foram atribuídas à variante delta e à reação exagerada à natural acomodação da retomada, o que é positivo para o Brasil, ao contrário de estagflação global.

Pandemia cede, mas recuperação mais expressiva da atividade segue desafiante

No Boletim Macro Ibre de julho/2021, mantemos para o 2º trimestre a previsão de crescimento de 0,1% ante ao 1º tri. Apesar disso, revisamos a previsão de crescimento para 2021, de 4,8% para 5,2%. Fatores que merecem atenção são crise hídrica e aceleração inflacionária.

Atividade melhora no curto prazo, mas a aceleração inflacionária antecipa o fim dos estímulos monetários

A experiência internacional sugere que, no Brasil, o terceiro trimestre deve ser marcado por um avanço significativo da vacinação, com repercussões positivas sobre o ritmo e o perfil de recuperação da economia. Mas ainda há riscos pandêmicos, fiscais e inflacionários.

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