Boletim Macro Ibre: País se aproxima de momento de decisão

25/04/2017

A inflação está controlada, os juros caem e há sinais, ainda que tímidos e incertos, de retomada. A situação fiscal, entretanto, continua muito complicada. No curto prazo, o déficit primário é elevado e não dá sinais de queda significativa. No front estrutural, aproxima-se a hora da verdade da votação em plenário da reforma da Previdência, com o risco de serem aprovadas mudanças muito diluídas em relação à proposta que foi ao Congresso.

O mercado parece precificar uma reforma da Previdência um pouco mais modesta que a originalmente enviada pelo governo. Mas, qual será sua reação a uma reforma muito desidratada em relação ao projeto original? Será essa reação suficientemente forte para interromper a atual recuperação da atividade, pressionar a inflação e impedir uma queda mais forte dos juros? Como isso impactará o risco político em um país com um governo sem apoio popular e que caminha para uma incerta eleição em 2018?

Assim, a qualidade da reforma da Previdência a ser aprovada em breve (ou não) parece ser uma pré-condição para que diversos pequenos sinais de melhoras na economia evoluam na direção de uma retomada mais significativa, que deixe para trás uma das piores recessões da história brasileira.

No Boletim Macro Ibre de abril, o leitor vai encontrar uma análise completa dessa angustiante conjuntura, com seções detalhadas sobre atividade, inflação, mercado de trabalho, política monetária, política fiscal, setor externo, índices de confiança e economia internacional.

 

As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor, não refletindo necessariamente a opinião institucional da FGV.

 

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