O desequilíbrio regional na capacidade fiscal de enfrentamento da pobreza no Brasil

Capacidade arrecadatória dos estados deveria contar para redistribuição de recursos? Estimamos hiato de renda de pobres/extremamente pobres nos estados, comparando-o à arrecadação. Há forte desigualdade regional na capacidade de enfrentar pobreza.
Introdução
Em setembro de 2026, o governo federal anunciou reajuste de 15% no Bolsa Família, elevando o piso do benefício de R$ 600 para R$ 691 e o valor médio pago às famílias de R$ 675 para R$ 777, com o objetivo declarado de recompor a inflação acumulada desde 2023. A medida reacende o debate sobre o papel da política federal de transferência de renda no enfrentamento da pobreza no país, mas deixa em aberto uma questão que raramente entra nessa discussão.
Mesmo com o reajuste, a renda de milhões de famílias brasileiras permanece abaixo da linha de pobreza, e a distância entre essa renda e o limiar necessário para superá-la varia enormemente entre as unidades da Federação, assim como varia a capacidade fiscal de cada estado para complementar esse hiato, caso viesse a assumi-lo.
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