Petróleo e desenvolvimento: Brasil não pode desperdiçar uma segunda chance

Antes que produção da Margem Equatorial se inicie (se for explorada), e antes do pico de produção do pré-sal (já extraímos cerca de 1/4 das reservas), é recomendável reformar arcabouço fiscal para dar tratamento adequado às receitas do petróleo.
A descoberta dos campos de petróleo do pré-sal no Sudeste do Brasil, em 2006-07, foi saudada como um grande trunfo para o desenvolvimento do País. As expectativas eram elevadas e, no que diz respeito estritamente à produção, o pré-sal foi um êxito expressivo. Quase exclusivamente em função dessa descoberta, a produção brasileira, de pouco mais de 1 milhão de barris por dia no início dos anos 2000, deve atingir 4,7 milhões neste ano e chegar a um pico de 5,3 milhões em 2030, de acordo com projeções da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Os números são parecidos com as projeções da norueguesa Rystad Energy, uma das mais respeitadas consultorias do setor de energia. Exercício da EPE publicado em 2024 aponta que a produção pode cair para 1 milhão de barris em 2050 na ausência de novas descobertas. Mas se novas descobertas forem incluídas, principalmente na chamada Margem Equatorial, a produção poderia continuar oscilando em torno de 4 milhões de barris diários até 2065 (Gráfico 1).
Leia aqui o texto completo da Carta do IBRE de junho/2026.
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