Por que a indústria brasileira encolheu: o papel dos impostos sobre produtos

Alta carga tributária é causa central do processo de desindustrialização no Brasil. Superando médias internacionais, o peso dos impostos sobre manufaturados reduz a competitividade dos produtos manufaturados brasileiros. e exige reforma urgente para o setor reagir.
INTRODUÇÃO
Artigo recém-publicado chama a atenção para o fato de que, entre 1995 e 2022, a participação da indústria de transformação no PIB caiu de 15,7% para 9,8%. Diz aquele texto:
“O artigo testa duas explicações para essa acentuada desindustrialização: a doença holandesa e a desindustrialização prematura. Embora ambas encontrem respaldo estatístico na análise desenvolvida, nenhuma delas explica a queda observada. Variações do câmbio (doença holandesa) teriam levado à reindustrialização, e a evolução da renda per capita (desindustrialização prematura) deveria ter elevado, e não reduzido, a participação industrial. Uma tendência residual explica quase toda a queda, sugerindo que outros fatores — como a perda de competitividade da indústria — estão em jogo.” [1]
Este artigo[2] chama a atenção para o fato de que a competividade da indústria possa estar associada à elevada carga tributária sobre seus produtos. O texto busca evidenciar essa hipótese sem, entretanto, testá-la com o aparato de ferramentas estatísticas mais elaboradas.
A nota metodológica anexa esclarece os conceitos de que se lança mão para evidenciar essa carga tributária excessiva, dando origem ao conceito de Taxa de Imposto que vem a ser o percentual de participação dos impostos sobre produtos (líquidos de subsídios) no Valor da Produção a preços de mercado ou no Valor da Oferta a preços de mercado.
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As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva dos autores, não refletindo necessariamente a opinião institucional da FGV.
[1] Edmar L. Bacha, Victor S. Terziani, Claudio M. Considera, Eduardo A. Guimarães, “Why did Brazil deindustrialize so much? Testing the Dutch disease and premature deindustrialization hypotheses ” in Revista Brasileira de Economia 79(2), abril-junho 2025, pp. 1-20
[2] Os autores agradecem ao Professor Edmar Lisboa Bacha por seus inúmeros comentários e sugestões que possibilitaram a melhoria deste texto.










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