Cenários

É preciso aprimorar as estimativas de hiato do produto

3 jul 2026

Como esperado, BC revisou estimativa do hiato do produto do 1T26 de 0,13% para 0,5%. Mais uma das recorrentes e significativas revisões. BC deve aprimorar suas estimativas, reduzindo magnitude de revisões e tornando hiato do passado menos incerto.

Manter a inflação sob controle, ao redor da meta, é objetivo fundamental do Banco Central (BC). A condução da política monetária baseia-se em modelos de projeção de inflação, que dependem de estimativas de variáveis macroeconômicas ​​não observáveis, como, por  exemplo, o hiato do produto. Consequentemente, a política monetária está condicionada a essas estimativas.

Estimativas de variáveis não observadas são um ingrediente fundamental para os modelos de previsão de inflação. Nesse quesito, o trabalho do BC demanda aprimoramento. O ponto que queremos destacar neste editorial está relacionado com as estimativas do “hiato do passado”.  Como destacado em Matos (2026), nos últimos dez RPMs, tivemos revisões sistemáticas para cima da estimativa do hiato, em toda a sua trajetória recente.[1]

Leia na íntegra o editorial do Boletim Macro Ibre de junho/2026 neste link


As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva dos autores, não refletindo necessariamente a opinião institucional da FGV.

 

[1] Ver link.

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